{"id":20303,"date":"2025-11-26T16:59:08","date_gmt":"2025-11-26T16:59:08","guid":{"rendered":"https:\/\/obewise.com.br\/index.php\/2025\/11\/26\/pegadas-de-144-mil-anos-revelam-o-mais-antigo-registro-de-humanos-vivendo-com-caes\/"},"modified":"2025-11-26T16:59:08","modified_gmt":"2025-11-26T16:59:08","slug":"pegadas-de-144-mil-anos-revelam-o-mais-antigo-registro-de-humanos-vivendo-com-caes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obewise.com.br\/index.php\/2025\/11\/26\/pegadas-de-144-mil-anos-revelam-o-mais-antigo-registro-de-humanos-vivendo-com-caes\/","title":{"rendered":"Pegadas de 14,4 mil anos revelam o mais antigo registro de humanos vivendo com c\u00e3es"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Uma aventura subterr\u00e2nea registrada h\u00e1 mais de 14 mil anos acaba de revelar um cap\u00edtulo fascinante da nossa rela\u00e7\u00e3o com os c\u00e3es. Novas an\u00e1lises de pegadas fossilizadas encontradas na Grotta della B\u00e0sura, no noroeste da It\u00e1lia, mostram que um grupo de humanos do Paleol\u00edtico Superior exploravam cavernas acompanhados de um enorme companheiro canino. Segundo os pesquisadores, essas marcas representam a evid\u00eancia direta mais antiga j\u00e1 identificada de conviv\u00eancia entre humanos e um c\u00e3o domesticado.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/nerdizmo.ig.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image-80.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-134590\" srcset=\"https:\/\/nerdizmo.ig.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image-80.png 1280w, https:\/\/nerdizmo.ig.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image-80-768x432.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\"\/><\/figure>\n<p>Foram descobertas 25 pegadas de um grande can\u00eddeo espalhadas por diferentes c\u00e2maras da caverna. Em muitos pontos, as marcas do animal sobrep\u00f5em impress\u00f5es de p\u00e9s humanos, e em outros casos ocorre o inverso, indicando que ambos caminharam juntos pelo ambiente escuro e estreito. Os cientistas consideram essa sincroniza\u00e7\u00e3o a prova definitiva de que o animal n\u00e3o apenas vivia com aquelas pessoas, mas participava ativamente de suas incurs\u00f5es no subterr\u00e2neo.<\/p>\n<p>Para entender melhor o perfil do animal, os pesquisadores recorreram a uma combina\u00e7\u00e3o de tecnologias modernas, como fotogrametria, an\u00e1lises morfom\u00e9tricas avan\u00e7adas e compara\u00e7\u00f5es com quase mil pegadas de c\u00e3es e lobos atuais. O resultado aponta para um \u00fanico indiv\u00edduo: um c\u00e3o adulto com cerca de 40 quilos, cerca de 70 cent\u00edmetros de altura e pouco mais de um metro de comprimento. Fosse ele mais pr\u00f3ximo de um lobo ou de um c\u00e3o moderno, seu comportamento naquele cen\u00e1rio \u00e9 inequ\u00edvoco explorava lado a lado com um grupo que inclu\u00eda adultos e crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Esse v\u00ednculo, registrado de forma t\u00e3o clara no solo da caverna, supera em antiguidade o famoso achado de Bonn-Oberkassel, na Alemanha, onde restos de um c\u00e3o foram encontrados enterrados junto a dois humanos que viveram h\u00e1 14.200 anos. Ainda que an\u00e1lises gen\u00e9ticas sugiram que a domestica\u00e7\u00e3o possa ter come\u00e7ado h\u00e1 at\u00e9 40 mil\u00eanios, as pegadas da B\u00e0sura fornecem o registro f\u00edsico mais antigo do relacionamento direto entre pessoas e seus parceiros caninos.<\/p>\n<p>Os pesquisadores destacam que, naquela \u00e9poca, cavernas da regi\u00e3o eram frequentadas por ursos, o que tornaria a presen\u00e7a de um c\u00e3o de grande porte uma vantagem essencial para detec\u00e7\u00e3o de perigos. E considerando que crian\u00e7as faziam parte daquele pequeno grupo explorador, a companhia do animal provavelmente era vista como uma camada extra de prote\u00e7\u00e3o enquanto todos avan\u00e7avam para \u00e1reas profundas e escuras.<\/p>\n<p>O estudo sugere que, j\u00e1 no final do Pleistoceno, c\u00e3es eram muito mais do que animais \u00fateis: eram aliados confi\u00e1veis em ambientes hostis, capazes de ajudar seus companheiros humanos a enfrentar predadores e a navegar por espa\u00e7os desconhecidos. Um epis\u00f3dio congelado no tempo que ecoa as origens de uma amizade que mudaria a hist\u00f3ria da humanidade e dos pr\u00f3prios c\u00e3es.<\/p>\n<p>O trabalho completo foi publicado na revista <em><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0277379125005177\">Quaternary Science Reviews<\/a><\/em>.<\/p>\n<p>Veja mais curiosidades aqui!<\/p>\n<p><h3 class=\"jp-relatedposts-headline\"><em>Relacionado<\/em><\/h3>\n<\/p>\n<p><!-- CONTENT END 1 --><\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma aventura subterr\u00e2nea registrada h\u00e1 mais de 14 mil anos acaba de revelar um cap\u00edtulo fascinante da nossa rela\u00e7\u00e3o com os c\u00e3es. Novas an\u00e1lises de pegadas fossilizadas encontradas na Grotta della B\u00e0sura, no noroeste da It\u00e1lia, mostram que um grupo de humanos do Paleol\u00edtico Superior exploravam cavernas acompanhados de um enorme companheiro canino. 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