Sam Raimi, o diretor que ajudou a moldar a era moderna dos filmes de super heróis com a trilogia do Homem Aranha, revelou que já tentou levar o Batman para o cinema sob seu comando, mas esbarrou no básico que trava muita ideia em Hollywood: direitos. Em entrevista ao MovieWeb, enquanto divulgava seu novo longa Send Help, Raimi foi direto ao ponto ao dizer que ama o Cavaleiro das Trevas, tentou fazer um filme, mas não conseguiu a permissão necessária.
Na mesma conversa, ele ainda comentou que teve vontade de adaptar The Shadow e também não conseguiu os direitos, além de reforçar que tem carinho por vários personagens da DC, com um destaque especial para o Superman. Ou seja, não foi um capricho momentâneo. Ele realmente já mirou o outro lado do muro depois de ter virado sinônimo de super herói no começo dos anos 2000.
O curioso é que Raimi não parece ter fechado a porta para voltar ao gênero. Pelo contrário. Ele disse que toparia dirigir um filme de super herói de novo se aparecesse uma história original, fiel ao personagem e com uma jornada que não trate o público como alguém fácil de enganar. É uma visão bem alinhada com o que fez o Homem Aranha dele funcionar por tanto tempo: emoção simples, conflito claro e um toque de exagero pulp.
Esse papo surge num momento em que Raimi está novamente em evidência. Send Help, seu novo filme de sobrevivência com humor sombrio, chegou aos cinemas no fim de janeiro de 2026 e reforça que ele continua confortável misturando tensão, gore e comédia do jeito dele.
E, ao mesmo tempo, o Batman segue vivendo um período de agenda cheia. O universo de Matt Reeves continua separado do DCU principal e já tem data marcada para voltar com The Batman Part II, previsto para 1º de outubro de 2027, com Robert Pattinson novamente no papel.
Já no DCU comandado por James Gunn e Peter Safran, o Batman oficial do novo universo está prometido em The Brave and the Bold, anunciado no primeiro grande slate do estúdio, mas ainda em fase de desenvolvimento, com atualizações indicando que o projeto só avança quando houver um roteiro forte o suficiente.
No fim, a revelação do Raimi funciona como uma daquelas curiosidades que fazem fãs viajarem: como seria um Batman com a energia de Evil Dead, o senso de movimento de Spider Man 2 e a estética exagerada que ele sabe entregar como poucos. Não aconteceu, pelo menos até agora. Mas a vontade existiu. E isso por si só já é o bastante para alimentar conversa por um bom tempo.
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