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Chris Pratt diz que ficar preso numa cadeira tornou Mercy um dos papéis mais difíceis da carreira

Quem está acostumado a ver Chris Pratt correndo, lutando e fazendo piada sob pressão vai encontrar um cenário bem diferente em Mercy (Justiça Artificial, 2026). No thriller de ficção científica, ele interpreta o detetive Chris Raven, acusado de matar a própria esposa e colocado diante de um julgamento controlado por uma inteligência artificial. O detalhe cruel é o tempo: ele tem 90 minutos para provar inocência antes de receber a sentença de morte.

O que realmente virou o jogo para o ator foi a forma como o filme se desenha fisicamente. Raven passa praticamente a história inteira contido em uma cadeira, com mãos e pés presos, sem a “válvula de escape” da ação. Em entrevista ao GamesRadar+, Pratt disse que foi um desafio novo, porque ele precisava sustentar tensão e emoção com fala, expressão e olhar, e não com movimento.

Essa limitação não foi só um detalhe de roteiro. Pratt contou que pediu para a equipe deixar as amarras o mais reais possível, justamente para sentir na pele a frustração do personagem. A ideia era usar a restrição como parte da atuação, até nos momentos em que algo simples como coçar o rosto vira um problema.

A trama se passa em uma versão futura de Los Angeles, onde um sistema chamado “municipal cloud” puxa evidências e registros digitais para construir o caso em tempo real na frente do acusado. Isso coloca o público na mesma perspectiva do personagem, preso e cercado por telas, enquanto a história despeja informações e reviravoltas.

A direção é de Timur Bekmambetov, cineasta associado ao estilo “screenlife”, aquele formato em que a narrativa acontece através de telas, interfaces e janelas digitais. Essa escolha aumenta a carga técnica das cenas, com tomadas longas, marcação de olhos e ritmo de diálogo que precisa encaixar com o que o público vai ver depois.

Do outro lado do embate está Rebecca Ferguson como Judge Maddox, a autoridade artificial que conduz o julgamento. Ou seja, é menos um filme de perseguição e mais uma panela de pressão sobre culpa, prova e o desconforto de colocar decisões finais na mão de um algoritmo.

Mercy estreou nos EUA em 23 de janeiro de 2026, com distribuição da Amazon MGM Studios. E, apesar do conceito chamativo, a recepção crítica foi dura: o filme abriu com avaliações baixas em agregadores, enquanto o público mostrou uma reação bem mais positiva do que a crítica em alguns recortes.

No fim, o curioso é que um filme sobre alta tecnologia virou, para Pratt, um teste básico de atuação: ficar parado, preso, e ainda assim fazer a cena “andar”.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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