Gore Verbinski voltou a aparecer em entrevistas por causa do seu novo filme, Good Luck, Have Fun, Don’t Die. E, no meio da divulgação, contou a história de um projeto que quase parece piada, mas foi um pitch real para a Netflix. Segundo o diretor, ele tentou emplacar uma adaptação de quadrinho chamada Ballistic e lembra que Ted Sarandos o encarou como se ele tivesse enlouquecido.
A descrição que Verbinski deu já explica o motivo do silêncio constrangedor na sala. Ballistic seria sobre “um cara cujo melhor amigo é uma arma viciada em drogas”. A conversa, de acordo com o relato, aconteceu diretamente com Sarandos, hoje um dos CEOs da Netflix.
O que é Ballistic e por que isso é tão fora da curva
Ballistic é uma HQ associada ao artista Darick Robertson, nome conhecido por trabalhos como Transmetropolitan e The Boys. A trama se passa em um cenário distópico e exagerado, com um protagonista chamado Butch e sua “parceria” com Gun, uma arma viva, boca suja e dependente, que empurra o dono para decisões ainda piores.
É um tipo de premissa que não tenta ser “super-heroica”, nem segura na mão do público. E é justamente isso que parece ter atraído Verbinski, que comentou como quadrinhos e graphic novels ainda escondem ideias que Hollywood raramente encosta.

Por que a história reapareceu agora
O timing chama atenção porque Verbinski está, na prática, voltando ao radar depois de um hiato longo na direção. A imprensa tem tratado Good Luck, Have Fun, Don’t Die como o retorno dele ao cinema após anos sem comandar um longa, e o filme virou o gancho perfeito para ele revisitar projetos que morreram na praia.
Ballistic ficou como aquele “e se…” delicioso. Um filme de quadrinho com uma arma falante e viciada em drogas não grita investimento seguro. Mas também seria o oposto do padrão atual, e é fácil imaginar por que Verbinski achou que dava para tirar algo único dali, mesmo que a Netflix não tenha comprado a loucura.
Veja mais sobre cinema!




