Os Jogos de Inverno de Milano Cortina 2026 mal começaram e o salto de esqui já está no centro de uma polêmica que parece saída de um tabloide, mas encosta em um tema real do esporte: trapaça com equipamento. O boato, apelidado nas redes de “Penisgate”, diz que alguns atletas estariam aplicando ácido hialurônico na região genital para alterar medições corporais feitas por scanners 3D e, com isso, tentar conseguir um macacão ligeiramente mais folgado. A história começou a circular após reportagem do jornal alemão Bild e ganhou tração internacional nos últimos dias.
Por que isso faria diferença em metros
No salto de esqui, o macacão funciona quase como uma “asa”. Quanto melhor o fluxo de ar e a área útil do tecido, maior a sustentação. Por isso, as regras são rígidas e exigem que o traje siga o corpo com tolerância pequena. O site oficial do movimento olímpico explica que as medidas do macacão precisam corresponder ao corpo do atleta em posição ereta, com margem limitada.
A discussão não é só teórica. Um dos dados citados na cobertura é que pequenas variações na circunferência do traje podem render vantagem relevante no voo, o suficiente para mudar pódio.
WADA entra na conversa, mas sem cravar nada
O ponto importante é que, até aqui, não existe evidência pública confirmada de que atletas tenham feito isso. Mesmo assim, o tema chegou a uma coletiva e a Agência Mundial Antidoping (WADA) afirmou que vai olhar para o assunto se aparecer informação confiável, tratando a ideia como possível violação de integridade esportiva, ainda que o ácido hialurônico não seja, por si só, uma substância proibida.
O contexto: o salto já vem de um escândalo real com macacões
Esse rumor ganhou força porque o salto de esqui vem carregando um histórico recente de controvérsias. Em 2025, o esporte teve um caso confirmado de manipulação de macacões, o que levou a punições e acelerou a adoção de medidas mais duras de fiscalização.
Desde então, a federação passou a reforçar controles com inspeções mais rígidas, medições 3D e microchips nos trajes para reduzir brechas e impedir alterações fora do padrão.
O que muda daqui para frente
Se “Penisgate” ficar só no campo do boato, deve morrer rápido. Mas o simples fato de o tema ter sido discutido publicamente mostra como o salto de esqui vive uma corrida paralela, a do “limite do regulamento”. Quando a diferença entre vitória e derrota é medida em metros, a criatividade para achar vantagem também cresce.
E, pelo visto, em 2026 essa criatividade está vindo de lugares… inesperados.
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