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Fã de Mega Man cria Mega Buster funcional na vida real com LEDs, som e cooldown igual ao jogo

Um dos itens mais icônicos da história dos videogames saiu da tela e foi parar no mundo real. O maker Arnov Sharma criou uma versão funcional do Mega Buster, o canhão de braço de Mega Man, capaz de emitir luzes, sons clássicos e até simular o sistema de energia visto nos jogos.

O projeto não é apenas uma réplica visual. Trata-se de um acessório totalmente funcional, pensado para ser usado no antebraço, como uma manopla tecnológica digna de convenção geek.

Nostalgia virou projeto de engenharia

A ideia nasceu da infância. Sharma cresceu jogando Mega Man X em um antigo computador com Windows 98 e decidiu transformar essa memória em algo concreto. O objetivo era simples: criar um prop vestível para usar em um evento de Comic Con, sem precisar de um traje completo.

O resultado foi um Mega Buster em escala real, com visual fiel ao original e funcionamento inspirado diretamente na lógica do game.

Modelagem precisa e impressão 3D em partes

Todo o canhão foi modelado no Fusion 360 a partir de imagens de referência. O projeto final tem cerca de 33 centímetros de comprimento e foi dividido em várias partes para facilitar a impressão em 3D.

Corpo, bocal frontal, empunhadura e painel lateral foram impressos separadamente em PLA e projetados para encaixar como um quebra-cabeça. A montagem prioriza alinhamento perfeito e acabamento limpo, algo essencial para um acessório vestível.

Raspberry Pi Pico é o cérebro do Mega Buster

Dentro do canhão está o que realmente faz tudo funcionar. Um Raspberry Pi Pico controla os LEDs, os efeitos sonoros e o gerenciamento de energia. Sharma também desenvolveu uma placa eletrônica própria, soldada com componentes SMD e finalizada em processo de reflow.

O sistema conta com porta USB-C para recarga, botão físico para disparo e uma bateria de 3,7 V e 1000 mAh, garantindo portabilidade e autonomia para uso em eventos.

Disparos com luz, som e limite de energia

O funcionamento é o grande charme do projeto. Ao pressionar o botão, o Mega Buster entra em modo de carga, emitindo um som característico. Ao soltar, o LED frontal pisca simulando o disparo, enquanto o efeito sonoro ecoa pelo alto-falante interno.

Na lateral, um medidor com seis LEDs funciona como barra de energia. Cada disparo consome uma unidade. Quando todas acabam, o sistema entra em cooldown por 10 segundos, bloqueando novos disparos, exatamente como nos jogos clássicos.

Áudio amplificado e reaproveitamento de peças

Para que o som fosse realmente audível, Sharma usou um amplificador PAM8403 ligado ao Pico. O alto-falante é um modelo de 8 ohms e 2 W reaproveitado de um notebook antigo, reforçando o espírito maker do projeto.

Esse cuidado faz toda a diferença. O Mega Buster não apenas acende, ele soa como um item que realmente pertence ao universo do jogo.

Projeto chamou atenção da comunidade maker

A criação rapidamente ganhou destaque em sites de tecnologia, hardware e cultura maker. A mistura de nostalgia gamer, impressão 3D acessível e eletrônica simples, mas bem pensada, tornou o projeto um exemplo perfeito de como jogos clássicos continuam inspirando novas gerações.

Mais do que um cosplay, o Mega Buster de Arnov Sharma funciona como uma homenagem interativa a uma das franquias mais importantes da história dos videogames.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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