O McDonald’s começou a testar robôs humanoides em uma de suas unidades em Xangai, na China, em uma experiência que mistura tecnologia, curiosidade e fast food. O piloto aconteceu em um restaurante próximo ao Museu de Ciência e Tecnologia de Xangai e colocou máquinas no lugar de parte da equipe de atendimento, chamando atenção nas redes sociais.
Os robôs foram desenvolvidos pela Keenon Robotics e atuaram principalmente na área de atendimento ao público. Entre as tarefas observadas estavam cumprimentar clientes, circular pelo salão, entregar bandejas e recolher utensílios usados. Alguns modelos também exibiam telas interativas e vestiam uniformes com as cores clássicas da marca, reforçando o aspecto visual do teste.
Segundo os relatos, a iniciativa teve duração limitada, entre 14 e 19 de março, e coincidiu com a inauguração de uma nova loja na região. O McDonald’s descreveu a ação como um experimento controlado, voltado a entender como a automação pode apoiar funções repetitivas e de contato inicial com o cliente, sem substituir completamente os funcionários humanos. A cozinha e as etapas mais complexas do serviço continuaram sob responsabilidade de pessoas.
Vídeos gravados por clientes mostraram os robôs se deslocando pelo restaurante, interagindo com crianças e até fazendo pequenos movimentos coreografados, o que transformou a experiência em uma espécie de atração. A repercussão online foi imediata, com reações que variaram entre entusiasmo com o futuro da automação e preocupações sobre o impacto no emprego no setor de serviços.
O teste acontece em um momento em que cadeias de restaurantes na China enfrentam desafios para contratar mão de obra, ao mesmo tempo em que investem em eficiência operacional. Para especialistas, a tendência é que modelos híbridos ganhem espaço, com robôs assumindo tarefas previsíveis e funcionários focando em atividades que exigem mais julgamento e interação humana.
Por enquanto, não há indicação de que o McDonald’s vá expandir o uso desses robôs para outras unidades ou países. Ainda assim, o experimento em Xangai funciona como um sinal claro de como grandes redes estão testando os limites da automação no atendimento ao cliente, levando a tecnologia cada vez mais para o cotidiano.
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