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Jéssica Falchi critica sexualização de mulheres na guitarra

A guitarrista Jéssica Falchi voltou ao centro das discussões no rock e no metal após falar abertamente sobre a sexualização de mulheres instrumentistas. A declaração, feita durante participação no podcast Amplifica, rapidamente repercutiu nas redes sociais e dividiu opiniões dentro da cena musical.

Conhecida pelo trabalho autoral e pela passagem pela banda Crypta, Falchi afirmou que, muitas vezes, a aparência acaba se sobrepondo à música quando mulheres tocam guitarra, especialmente em conteúdos publicados nas redes.

“O foco deixa de ser a música”

Segundo a guitarrista, existe uma confusão frequente entre liberdade individual e a forma como mulheres são percebidas ao se apresentarem tocando. Para ela, quando a performance vem acompanhada de uma estética sexualizada, parte do público deixa de prestar atenção na técnica.

“Os caras nem vão ver se você está tocando bem ou não”, afirmou Falchi ao comentar como esse tipo de exposição pode reforçar a objetificação feminina no rock e no metal.

Influência sobre novas gerações

Outro ponto levantado por Jéssica é o impacto desse comportamento em meninas mais jovens. A musicista diz notar que muitas acabam acreditando que precisam seguir um padrão visual específico para serem aceitas no meio.

Na visão dela, isso cria uma falsa ideia de que, para “ser metal” ou tocar guitarra, a mulher precisa estar sexualizada — algo que, segundo Falchi, não deveria definir talento ou identidade artística.

Liberdade individual, mas com posicionamento

Apesar das críticas, a guitarrista fez questão de reforçar que não é contra a liberdade de escolha. Cada mulher, segundo ela, deve se expressar da forma que quiser. Ainda assim, Falchi deixou claro que essa não é a postura que pretende adotar.

“Se você quer me ver tocando guitarra de biquíni, não vai ver”, declarou, explicando que não deseja colaborar com esse tipo de abordagem, embora respeite quem se sinta confortável assim.

Debate nas redes e resposta às críticas

As falas geraram reações imediatas. Uma das respostas mais comentadas veio de Fernanda Mariutti, que discordou da visão de Falchi e defendeu o rock como espaço de liberdade total. Em resposta, a guitarrista esclareceu que seu questionamento não é sobre roupas, mas sobre expectativas impostas às mulheres dentro do cenário musical.

Nova fase na carreira

Enquanto o debate ganha força, Jéssica Falchi segue focada em sua nova fase artística. Ela lidera o projeto instrumental Falchi, que lançou recentemente o EP Solace, apostando em uma proposta coletiva e com total ênfase na música e na técnica.

A discussão levantada pela guitarrista mostra que o tema ainda está longe de um consenso. Mas também reforça como a presença feminina no rock segue abrindo espaço para conversas necessárias sobre representatividade, liberdade e respeito.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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