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Influencer MAGA era na verdade uma IA criada por estudante indiano

Uma influenciadora pró M​AGA que vinha crescendo nas redes sociais foi revelada como uma criação totalmente artificial. A personagem, conhecida como Emily Hart, não existia de verdade. Ela foi criada por um estudante de medicina da Índia com o objetivo de ganhar dinheiro para pagar os estudos e custear sua formação universitária.

A conta apresentava Emily como uma jovem americana loira, cristã, defensora de armas e apoiadora de Donald Trump. O perfil misturava mensagens políticas, estilo de vida e imagens chamativas, construindo uma identidade que parecia real para milhares de seguidores nos Estados Unidos.

Por trás da personagem estava um estudante de 22 anos, identificado apenas como Sam. Ele usou ferramentas de inteligência artificial para gerar fotos hiper-realistas, escrever legendas e definir o comportamento online da influenciadora. Tudo era planejado para parecer consistente e autêntico, sem levantar suspeitas.

O criador contou que inicialmente tentou conteúdos genéricos, mas teve pouco retorno. A virada veio quando decidiu apostar em um nicho político específico. Com ajuda de IA generativa, ele passou a produzir conteúdos direcionados ao público conservador americano, que demonstrou alto engajamento e fidelidade.

A estratégia funcionou rápido. A conta acumulou milhares de seguidores e milhões de visualizações em poucos meses. A monetização veio por meio de assinaturas em plataformas digitais, venda de produtos temáticos e conteúdo exclusivo, rendendo alguns milhares de dólares por mês com pouco tempo de dedicação diária.

O caso ganhou ainda mais repercussão após as plataformas removerem os perfis por atividade enganosa. A revelação provocou debates sobre desinformação, manipulação emocional e o uso de identidades artificiais para fins políticos e financeiros.

Especialistas alertam que personagens gerados por IA tendem a se tornar cada vez mais convincentes. Sem transparência, esse tipo de prática pode influenciar opiniões, explorar bolhas ideológicas e dificultar a identificação do que é real nas redes sociais.

O episódio de Emily Hart serve como sinal de alerta. Em um cenário digital cada vez mais dominado por inteligência artificial, distinguir pessoas reais de personagens fabricados pode se tornar um dos grandes desafios da internet nos próximos anos.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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