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5 Anos de WandaVision: a série ainda é a melhor do MCU?

Parece que foi ontem que ouvimos aquele “tudum” da introdução da Marvel e vimos um logo preto e branco no formato 4:3. Mas não. Hoje, 15 de janeiro de 2026, completam-se exatos 5 anos da estreia de WandaVision . Se voltarmos no tempo, para aquele início de 2021, o cenário era único: estávamos no auge da pandemia, os cinemas estavam fechados e o Marvel Studios estava há mais de um ano sem lançamento após nada Homem-Aranha: Longe de Casa. A fome por conteúdo de heróis era gigante.

Mas ninguém esperava que a “refeição” fosse uma sitcom estranha, cheia de risadas de fundo e mistérios perturbadores. Meia década depois, olhamos para trás e perguntamos: WandaVision ainda é a melhor série do Marvel Studios?

Spoiler: A resposta provavelmente é sim e listamos os motivos.

1. O Risco Criativo (Que a Marvel parou de correr)

Em uma era da “fórmula Marvel”, WandaVision foi uma anomalia deliciosa. A cada semana, a série homenageava uma década da TV americana de Dick Van Dyke Show a Modern Family . Não era apenas estético, a forma de filmar, a atuação de Elizabeth Olsen e Paul Bettany, e até os efeitos práticos mudaram. Foi uma carta de amor à televisão, algo que séries posteriores (como Falcão e o Soldado Invernal ou Invasão Secreta ) não conseguiram replicar com a mesma ousadia. A série provou que heróis não precisam apenas socar vilões em CGI, eles podem viver em narrativas complexas e metalinguísticas.

2. A “Era de Ouro” das Teorias

Quem não sente falta de acordar na sexta-feira de manhã só para ver se o Mephisto tinha aparecido? A experiência semanal de WandaVision foi um evento cultural. A cada comercial falso (quem lembra da torradeira das Indústrias Stark?), a comunidade nerd entrava em colapso. Discutimos quem era o engenheiro aeroespacial de Monica Rambeau, se o Mercúrio de Evan Peters marcou a chegada dos X-Men e o que diabos estava acontecendo no porão de Agnes. Embora nem todas as teorias tenham se concretizado (a piada de “Ralph Bohner”), o engajamento que a série gerou foi inigualável.

3. “O que é o luto, senão o amor que perdura?”

No meio de bruxas, magia do caos e robôs brancos, WandaVision entregou um dos roteiros mais maduros do MCU. A série não era sobre salvar o mundo, era sobre luto . A frase do Visão “O que é o luto, senão o amor perseverante?” virou tatuagem, legenda de foto e citação filosófica. A série humanizou Wanda Maximoff de uma forma que os filmes dos Vingadores nunca tiveram tempo de fazer, transformando-a de uma coadjuvante poderosa na Feiticeira Escarlate, uma das personagens mais trágicas e complexas da cultura pop atual.

4. O Legado: Agatha e o Multiverso

Cinco anos depois, vemos que WandaVision foi o “Marco Zero” para a Saga do Multiverso. Sem o despertar da Feiticeira Escarlate, não tivemos os eventos cataclísmicos de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura . Além disso, a série nos apresentou Kathryn Hahn como Agatha Harkness, uma vila tão carismática que “roubou” a série com a música Agatha All Along (que nos deu um Grammy e uma série derivada!).

Cinco anos se passaram, muitas séries foram lançadas no Disney+, mas a estranheza charmosa de Westview permanece imbatível. WandaVision foi o momento em que a Marvel provou que a TV poderia ser tão grandiosa quanto o cinema. Se você não assiste desde 2021, a dica do Nerdizmo para este fim de semana é clara: faça uma maratona. A série envelheceu como um bom vinho.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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