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Uwe Boll quer fazer sequência de House of the Dead, o pior filme inspirado em games já feito

A franquia House of the Dead, clássico da Sega, voltou aos holofotes de um jeito curioso. Enquanto um novo filme oficial avança em Hollywood com orçamento alto e ambição de franquia, Uwe Boll decidiu ressuscitar sua versão de 2003 com uma sequência não oficial financiada por crowdfunding.

Vale ressaltar que este filme é o pior que eu consigo lembrar em ter visto, em toda a minha vida.

Um reboot oficial com peso de estúdio

Do lado oficial, a Sega está apostando alto. Um novo House of the Dead está em desenvolvimento com direção de Paul W.S. Anderson, cineasta conhecido pelas adaptações de Resident Evil e Monster Hunter. O projeto é tratado internamente como prioridade e tem orçamento estimado em cerca de US$ 50 milhões.

A atriz Isabela Merced, vista recentemente em Superman, The Last of Us e Alien: Romulus, foi escalada para o papel principal. A ideia é transformar o filme no início de uma nova franquia, apostando em uma experiência intensa, quase em tempo real, inspirada diretamente no ritmo do jogo de arcade.

Uwe Boll decide voltar ao “Zombie Island”

Enquanto isso, Uwe Boll, diretor do primeiro House of the Dead lançado em 2003, resolveu agir por conta própria. Ele lançou uma campanha no Indiegogo para financiar 23 Years Later: Return to Zombie Island, descrito como uma sequência espiritual do filme original.

Boll deixa claro que não pode usar o nome House of the Dead. Segundo ele, o motivo é simples: a Sega já está produzindo um novo filme com outro diretor. O título faz referência direta aos 23 anos desde o lançamento de sua adaptação.

Um legado controverso que virou cult

O filme de 2003 foi duramente criticado na época e hoje carrega uma nota baixíssima em agregadores de críticas. Ainda assim, Boll afirma que a produção ganhou status de cult ao longo dos anos.

Na apresentação da campanha, ele diz que o longa deixou de ser “o filme de videogame mais odiado” para se tornar um clássico trash querido por parte do público. Ele também menciona ter entrado em contato com membros do elenco original, mas não confirma se alguém aceitou retornar.

Arrecadação modesta até agora

Apesar do discurso confiante, o início da campanha tem sido discreto. Após alguns dias no ar, o projeto arrecadou cerca de US$ 5 mil de uma meta de US$ 20 mil. Um valor baixo para um diretor que, nos anos 2000, dominou o cenário das adaptações de games com títulos como Alone in the Dark, BloodRayne e Far Cry.

A página da campanha traz poucas informações concretas sobre roteiro ou cronograma, prometendo um filme com efeitos práticos, sangue real e uma abordagem “old school” de terror.

Duas visões, um mesmo universo

O contraste entre os projetos não poderia ser maior. De um lado, uma produção oficial, com apoio da Sega, elenco conhecido e planos de longo prazo. Do outro, um retorno independente, polêmico e financiado diretamente pelos fãs, liderado por um dos diretores mais controversos da história das adaptações de videogames.

Se a versão de Uwe Boll vai realmente sair do papel, ainda é incerto. Mas uma coisa fica clara: House of the Dead continua se recusando a ficar enterrado. Seja em um grande blockbuster ou em um projeto underground, os zumbis da Sega seguem encontrando maneiras de voltar à vida.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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