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Novo spin-off de Game of Thrones muda a visão sobre os Targaryen como nunca antes

Durante anos, a Casa Targaryen foi tratada como destino inevitável em Westeros. Reis, dragões e guerras definiram sua imagem. Agora, A Knight of the Seven Kingdoms, novo spin-off de Game of Thrones, faz algo inédito: mostra como o povo comum realmente enxerga os Targaryen. E a visão está longe de ser heroica.

A série se passa cerca de cem anos antes de Game of Thrones, em um período em que os dragões já desapareceram, mas o Trono de Ferro ainda pertence à família do dragão.

Uma história longe dos palácios

Diferente de Game of Thrones e House of the Dragon, o novo spin-off não começa com intrigas reais ou guerras de sucessão. A trama acompanha Ser Duncan, o Alto, um cavaleiro errante que sonha com glória, e seu jovem escudeiro, Egg.

O que Dunk não sabe é que Egg é, na verdade, Aegon Targaryen, um príncipe crescendo longe da corte e de sua família.

Esse ponto de vista muda tudo. Pela primeira vez, o universo da franquia observa os Targaryen não de cima do trono, mas do chão enlameado das estradas de Westeros.

O momento em que os Targaryen são questionados

A virada acontece durante o torneio de Ashford. Ali, Dunk faz amizade com Raymun Fossoway, membro de uma casa nobre menor. Em uma conversa privada, Raymun descreve os Targaryen de forma brutal, chamando-os de “alienígenas incestuosos” que conquistaram Westeros à força e arrastaram o reino para guerras devastadoras.

É uma das críticas mais diretas já ouvidas em toda a franquia. Até então, a maioria dos personagens evitava falar abertamente sobre o passado sombrio da dinastia.

Dragões faziam toda a diferença

Durante séculos, questionar os Targaryen não era uma opção. Eles tinham dragões. Em A Knight of the Seven Kingdoms, isso já não é verdade.

Quando Dunk se surpreende com a ousadia de Steffon Fossoway ao criticar a família real, a resposta é simples: onde estão os dragões agora?.

Sem essa arma absoluta, os Targaryen parecem mais humanos, mais vulneráveis e mais dependentes da aceitação dos outros lordes.

O contraste com Daenerys e House of the Dragon

Em Game of Thrones, Daenerys Targaryen é apresentada como figura quase mítica. Seu arco é construído como o de uma libertadora, alguém destinada a governar. Mesmo sua queda divide opiniões até hoje.

Já em House of the Dragon, a família está no auge do poder. Ninguém questiona seriamente se eles deveriam governar. O conflito gira em torno de qual Targaryen deve sentar no trono.

A Knight of the Seven Kingdoms faz algo diferente. Ele pergunta se os Targaryen deveriam governar em primeiro lugar.

Guerras que custaram milhares de vidas

A série relembra, mesmo que de forma indireta, que muitas das grandes tragédias de Westeros foram causadas por disputas internas da própria Casa Targaryen. A Dança dos Dragões. A Rebelião Blackfyre. Conflitos que não tinham a ver com o bem do reino, mas com qual membro da família deveria reinar.

Para o povo comum, essas guerras não são lendas. São cicatrizes.

Um legado que precisava ser questionado

Existe uma leitura possível de que os Targaryen tinham um papel maior, proteger Westeros de ameaças como os Caminhantes Brancos. Mas, ao mesmo tempo, sua queda final, com Daenerys, também pode simbolizar o fim de um ciclo.

O novo spin-off deixa claro que Westeros existia muito antes de Aegon, o Conquistador. E continuará existindo depois dos Targaryen.

Um caminho promissor para o futuro da franquia

Ao mostrar o ressentimento silencioso contra a Casa do Dragão, A Knight of the Seven Kingdoms enriquece o universo de Game of Thrones. Ele amplia a história além das coroas e profecias, dando voz a quem sempre pagou o preço do poder.

Essa nova abordagem também reforça o quanto Westeros ainda tem histórias para contar, especialmente de períodos anteriores à chegada dos Targaryen.

E talvez essa seja a maior vitória do novo spin-off: provar que o mundo criado por George R. R. Martin é muito maior do que qualquer dinastia.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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