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Após 800 episódios, Os Simpsons não terá final tradicional, garante produtor

Poucas séries na história da TV chegaram onde The Simpsons chegou. Com mais de 37 temporadas e 800 episódios exibidos, a animação criada por Matt Groening segue firme como a série animada mais longa da televisão americana. E se depender da atual liderança criativa, ela também nunca vai terminar do jeito que o público está acostumado.

Em entrevista ao site TheWrap, o showrunner Matt Selman foi direto ao falar sobre o futuro da série. Segundo ele, não existe e nunca vai existir um “episódio final” no sentido tradicional da palavra.

Um falso final já foi feito de propósito

Selman explicou que a equipe já brincou com a ideia de encerramento há algum tempo. Em um episódio exibido cerca de um ano e meio atrás, os roteiristas criaram uma paródia completa de final de série.

Nesse capítulo, praticamente todos os clichês possíveis de despedida foram usados de forma exagerada. Para o showrunner, aquilo já serviu como recado. A série não pretende repetir esse tipo de abordagem no futuro.

A ideia foi fazer um “final” no meio da série justamente para ironizar a necessidade de amarrar tudo ou dar respostas definitivas aos personagens.

Springfield funciona como um eterno recomeço

Para Selman, The Simpsons não foi criada para mudar com o tempo. Os personagens resetam a cada semana. Nada envelhece de verdade. Nada é definitivo.

Ele compara a estrutura da série a um ciclo sem fim, quase como um Dia da Marmota. A diferença é que Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie não percebem que estão presos nesse looping.

Por isso, se um dia a série realmente sair do ar, o último episódio seria apenas mais um capítulo comum. Nada de discursos emocionados, despedidas ou frases do tipo “vou sentir falta desse lugar”. No máximo, alguns easter eggs discretos para os fãs mais atentos.

O episódio 800 como símbolo dessa filosofia

O marco histórico veio com o episódio Irrational Treasure, da 37ª temporada, que oficialmente se tornou o número 800 da série exibida pela Fox.

Segundo Selman, a meta da equipe não é pensar em um grande encerramento, mas tratar cada episódio como um pequeno filme independente. A ideia é que qualquer pessoa possa assistir sem precisar de contexto, mesmo depois de décadas no ar.

Manter esse nível de originalidade depois de centenas de histórias é um desafio enorme. Mas, para ele, também é o que torna o trabalho tão estimulante.

Uma carreira inteira dedicada à família amarela

Matt Selman faz parte de Os Simpsons desde 1997, quando escreveu o episódio Natural Born Kissers. Ele virou produtor executivo em 2005, assumiu como co showrunner em 2021 e passou a comandar sozinho a série em 2024.

Ao longo desse período, ganhou seis prêmios Emmy e acompanhou a saída e a chegada de vários profissionais da indústria. Para ele, quem ficou na série acabou fazendo uma escolha acertada, especialmente diante das transformações recentes do mercado de TV.

Ainda hoje, segundo Selman, o trabalho diário segue igual. Honrar os personagens, buscar humor, emoção e ideias novas. Tudo isso sem desperdiçar uma das maiores liberdades criativas que alguém pode ter na televisão.

Uma série que não precisa de despedida

Os Simpsons continua sendo um caso raro. Uma série que atravessou gerações, mudou de público e se manteve relevante sem depender de um ponto final.

Se um dia Springfield realmente fechar as portas, será sem alarde. Apenas mais um domingo à noite. E talvez essa seja a despedida mais fiel possível ao espírito da série.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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