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Juíza manda retirar óculos com IA em audiência de Mark Zuckerberg nos EUA

A presença de óculos inteligentes com inteligência artificial não foi bem vinda em um tribunal da Califórnia. Durante uma audiência que contou com o depoimento de Mark Zuckerberg, a juíza responsável pelo caso determinou que todos os presentes removessem esse tipo de dispositivo da sala.

O episódio aconteceu no Los Angeles Superior Court, em um processo civil que discute os impactos das redes sociais na saúde mental de jovens usuários.

Óculos Ray Ban Meta chamam atenção no tribunal

A ordem veio depois que integrantes da comitiva do CEO da Meta entraram no tribunal usando óculos Ray Ban Meta, equipados com câmeras e recursos de IA capazes de registrar fotos e vídeos. Segundo relatos da imprensa americana, ao menos duas pessoas próximas a Zuckerberg usavam os dispositivos ao chegar ao local.

Assim que percebeu a situação, a juíza Carolyn Kuhl foi direta. Ela exigiu a remoção imediata dos óculos e alertou sobre as consequências de qualquer tentativa de gravação.

Gravações são proibidas por regra

As regras do tribunal da Califórnia proíbem o uso de dispositivos de gravação não autorizados dentro da sala de audiência. A juíza deixou claro que a restrição se aplica também a tecnologias vestíveis, como óculos inteligentes.

“Se alguém tiver feito isso, deve apagar imediatamente, ou será considerado em desacato ao tribunal”, afirmou a magistrada, descrevendo o ocorrido como uma situação muito séria. Ela também reforçou que o uso de qualquer tecnologia de reconhecimento facial para identificar jurados é terminantemente proibido.

Caso envolve acusações sobre danos a jovens

Zuckerberg compareceu ao tribunal para depor sob juramento em um processo movido por uma jovem de 20 anos, identificada nos autos apenas por iniciais. A ação alega que o uso de plataformas como Instagram e YouTube, ainda durante a infância, levou ao desenvolvimento de dependência e a danos psicológicos duradouros.

O julgamento é considerado um dos primeiros casos desse tipo a colocar diretamente o CEO da Meta no banco das testemunhas em uma disputa centrada na saúde mental de usuários jovens.

Óculos com IA e o debate sobre privacidade

Os óculos Ray Ban Meta fazem parte da estratégia da empresa para expandir seu portfólio de hardware. Eles permitem capturar imagens, gravar vídeos e interagir com assistentes de IA. O crescimento do uso desses dispositivos em espaços públicos, porém, tem levantado debates sobre privacidade e vigilância.

No tribunal, a mensagem foi clara. Independentemente do avanço tecnológico, o ambiente judicial segue regras rígidas. E, naquele dia, os óculos inteligentes ficaram do lado de fora.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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