A história ficou longe dos holofotes por anos, mas agora começa a vir à tona. Keanu Reeves passou cerca de cinco anos apoiando e orientando discretamente uma jovem cineasta na produção de um documentário sobre xadrez, um projeto que começou de forma caseira e acaba de alcançar um grande marco com sua estreia em um festival internacional.
O documentário se chama Madwoman’s Game e nasceu em 2020, quando Bianca Mitchell-Avila ainda era adolescente. A ideia surgiu após ela participar de debates sobre a série The Queen’s Gambit, da Netflix, que reacendeu o interesse pelo xadrez. A visibilidade trouxe também comentários agressivos e desdenhosos nas redes sociais, especialmente direcionados a mulheres no jogo. Em vez de recuar, Bianca decidiu responder contando sua própria história.
Sem conexões com Hollywood, ela desenvolveu o projeto de casa, literalmente da mesa da cozinha. Em 2021, o conceito chegou até Keanu Reeves, que se interessou pela proposta e decidiu se envolver. O ator entrou como produtor executivo e passou a acompanhar de perto o desenvolvimento do filme, oferecendo conselhos, incentivo e ajuda para navegar pela indústria ao longo de vários anos.
Pessoas ligadas à produção afirmam que Reeves manteve uma participação constante durante todo o processo. Sua presença também ajudou a atrair outros parceiros importantes, como as produtoras Sugar23, UltraBoom e Starbucks Studios. A direção ficou a cargo de Zach Zamboni, vencedor do Emmy, que deu forma final ao documentário.
O filme acompanha Bianca enquanto ela se conecta com jogadoras de xadrez e reflete sobre como o jogo se relaciona com experiências de vida. O foco vai além da competição. A narrativa explora temas como estratégia, resiliência, identidade e representação feminina dentro de um ambiente historicamente dominado por homens.
Conhecido por evitar exposição desnecessária, Keanu Reeves manteve seu envolvimento fora do radar público. Agora, o projeto chega ao seu momento mais visível. Madwoman’s Game está programado para estrear no Miami Film Festival, em abril de 2026, marcando uma conquista significativa para Bianca Mitchell-Avila após anos de trabalho silencioso e persistente.
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