A impressionante habilidade dos pombos de encontrarem o caminho de casa sempre intrigou a ciência. Agora, pesquisadores descobriram um detalhe surpreendente que pode ajudar a explicar esse mistério: o segredo pode estar guardado no fígado dessas aves.
Um novo estudo científico revelou que o fígado dos pombos é extremamente rico em ferro. Essa alta concentração do mineral levanta a forte possibilidade de o órgão funcionar como uma espécie de bússola biológica integrada, auxiliando os animais a navegarem pelo planeta.
Há décadas os cientistas sabem que as aves migratórias e os pombos-correio usam o campo magnético da Terra para se orientar. No entanto, a localização exata e o funcionamento desses sensores magnéticos internos sempre foram alvo de debate no meio acadêmico.
Anteriormente, as principais hipóteses apontavam para a presença de células sensíveis ao magnetismo na região da cabeça, mais especificamente nos olhos ou no bico das aves. Esta nova pesquisa muda o foco para o sistema digestivo, trazendo uma perspectiva inédita para a biologia.
O ferro presente no fígado dos pombos poderia reagir às linhas magnéticas terrestres. Dessa forma, o órgão enviaria sinais ao sistema nervoso do animal, funcionando como um GPS natural que dita a direção correta durante o voo.
Embora os resultados sejam promissores, os cientistas ressaltam que mais testes são necessários para confirmar se o fígado é o único responsável por essa orientação ou se ele trabalha em conjunto com outros órgãos. A descoberta abre caminho para entender melhor não apenas os pombos, mas os mecanismos de migração de diversas outras espécies.
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