A China voltou ao topo do ranking mundial de supercomputadores com o LineShine, instalado no Centro Nacional de Supercomputação em Shenzhen.
O sistema atingiu desempenho sustentado de 2,198 exaflops, superando o norte-americano El Capitan e tornando-se o primeiro computador público a ultrapassar a marca de dois exaflops usando apenas CPUs.
O LineShine foi apresentado durante a conferência internacional ISC 2026 em Hamburgo, Alemanha. Ele utiliza mais de 13,7 milhões de núcleos distribuídos em processadores LX2 de 304 núcleos cada, rodando a 1,55 GHz.
O sistema consome cerca de 42,2 megawatts e alcança eficiência de 52 gigaflops por watt.
Diferente da maioria dos supercomputadores atuais, que dependem de GPUs para acelerar cálculos, o LineShine aposta em uma arquitetura totalmente baseada em CPUs, com unidades de aceleração integradas para cálculos de alta precisão.
O desempenho coloca o LineShine mais de 20% à frente do El Capitan, que opera com 1,809 exaflops e combina CPUs da AMD com aceleradores gráficos.
Outros sistemas de destaque incluem o Frontier, também nos EUA, com 1,353 exaflops, e o JUPITER Booster, na Alemanha, com 1 exaflop.
Apesar da vitória nos testes tradicionais de supercomputação, especialistas alertam que o resultado não significa liderança em inteligência artificial.
Em benchmarks de precisão mista, usados em tarefas de IA, o LineShine ficou em quarto lugar, atrás de sistemas que utilizam GPUs.
Isso mostra que sua força está em aplicações científicas que exigem cálculos de alta precisão, como modelagem climática, simulações físicas, pesquisa médica e estudos nucleares.
O feito marca o retorno da China ao topo do ranking TOP500 após nove anos. A última vez havia sido em 2017, com o Sunway TaihuLight.
Analistas apontam que a decisão de submeter o LineShine ao ranking reflete a busca de Pequim por reconhecimento internacional em tecnologia, mesmo diante das restrições de exportação de chips impostas pelos Estados Unidos.
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