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O que é VRR e por que ele melhora tanto os jogos no PS5 e PC?

Quem já jogou em uma TV ou monitor com VRR provavelmente percebeu que os movimentos parecem mais suaves, principalmente quando a taxa de quadros do jogo oscila. Mas o que essa tecnologia realmente faz?

VRR significa Variable Refresh Rate, ou taxa de atualização variável. A ideia é simples. Em vez de a tela atualizar a imagem em uma velocidade fixa, como 60 ou 120 vezes por segundo, ela adapta sua frequência para acompanhar o ritmo em que o console ou PC consegue produzir cada quadro.

Isso resolve um problema comum dos jogos. A GPU nem sempre consegue entregar os quadros exatamente no intervalo esperado pela tela. Uma cena pesada pode fazer um jogo que estava rodando a 60 FPS cair para 54, depois voltar para 60 e cair novamente para 48 FPS.

Sem VRR, essa diferença pode provocar efeitos conhecidos como tearing, quando partes de dois quadros diferentes aparecem ao mesmo tempo, ou stutter, quando a movimentação fica com pequenas interrupções. O VRR permite que a tela espere o próximo quadro ficar pronto antes de atualizá-la, reduzindo esses problemas.

É por isso que o VRR pode fazer um jogo a 55 FPS parecer mais agradável do que o mesmo jogo rodando a 60 FPS com variações e quebras de imagem. A tecnologia não aumenta o desempenho do console. Ela melhora a sincronização entre o desempenho gerado pelo aparelho e a atualização da tela.

No PS5 e no PS5 Pro, o VRR funciona em TVs e monitores compatíveis. O próprio console consegue identificar as características da tela e ajustar a saída de vídeo. A Sony também permite ativar uma opção para aplicar VRR a jogos que não possuem suporte específico, embora os resultados possam variar de acordo com o título e a TV.

Isso é especialmente interessante em jogos que não conseguem manter 60 FPS de maneira constante. Um título que oscila entre 50 e 60 FPS, por exemplo, pode apresentar uma experiência visual mais uniforme quando o VRR está funcionando corretamente.

Em jogos a 120 FPS, o recurso também é bastante útil. Em uma tela de 120 Hz, o console pode variar a atualização para acompanhar taxas intermediárias, em vez de ficar preso a uma atualização fixa. Isso ajuda principalmente em jogos mais pesados, nos quais manter 120 FPS constantes é difícil.

É importante não confundir VRR com 120 Hz. Os dois recursos trabalham juntos, mas têm funções diferentes. O 120 Hz define uma capacidade máxima de atualização da tela. O VRR permite que essa atualização varie conforme a quantidade de quadros produzida pelo jogo.

Também existem tecnologias equivalentes no PC, como FreeSync e G-SYNC. Todas seguem o mesmo princípio básico de sincronizar melhor a taxa de atualização da tela com a saída da GPU.

Para aproveitar o recurso no PS5, é preciso ter uma TV ou monitor compatível. Em cenários de 4K a 120 Hz, também é necessário utilizar uma conexão adequada, normalmente com HDMI 2.1. A Sony recomenda verificar a porta HDMI compatível e as configurações do aparelho.

No fim, o VRR não transforma um jogo de 30 FPS em 60 FPS e não deixa a GPU mais poderosa. Seu benefício está em outro lugar. Ele elimina boa parte dos problemas causados pelas oscilações de desempenho, deixando a imagem mais estável, os movimentos mais naturais e a jogabilidade mais agradável.

Para quem joga em um PS5 ou PS5 Pro conectado a uma TV moderna, especialmente com 120 Hz, VRR é uma das tecnologias que mais fazem diferença na prática. Muitas vezes, ela é percebida menos por aquilo que acrescenta e mais por aquilo que consegue evitar.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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