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Halloween: The Game – Michael Myers volta a aterrorizar Haddonfield em jogo assimétrico

Poucos vilões do cinema de terror têm uma presença tão silenciosa e ameaçadora quanto Michael Myers. Em Halloween: The Game, a IllFonic tenta transformar essa aura em uma experiência multiplayer assimétrica em que um jogador encarna o Bicho-Papão de Haddonfield e quatro sobreviventes precisam proteger a cidade e a si mesmos de uma noite de massacre.

O resultado é envolvente quando o jogo acerta o clima, mas ainda tropeça em bugs, repetição e falta de variedade.

Haddonfield deixou de ser apenas um subúrbio fictício de Illinois para se tornar um dos territórios mais reconhecíveis do slasher. É ali que Michael Myers, após anos internado, escapa e inicia sua caçada na noite de Halloween de 1978, perseguindo Laurie Strode enquanto o Dr. Loomis tenta impedir a tragédia.

O jogo usa essa base com carinho e a campanha single-player consegue recriar momentos marcantes do filme original sob a perspectiva de Michael e funciona como uma introdução às mecânicas do assassino. No entanto, ela é curta, cerca de duas a três horas, e mais parece um tutorial estendido do que uma experiência robusta, mas entrega uma dose agradável de nostalgia para quem, como eu, conhece bem a obra de John Carpenter.

Sobreviver é só parte do pesadelo

O grande diferencial de Halloween: The Game está no multiplayer 4v1. Em vez de simplesmente correr até uma saída, os sobreviventes precisam alertar moradores controlados pela IA, convencê-los de que Michael está à solta e levá-los para rotas de fuga, como carros ou abrigos contra tempestades.

Isso muda a dinâmica do gênero e a partida deixa de ser apenas uma disputa entre assassino e fugitivos e se transforma em uma disputa pela própria cidade: Michael quer aumentar o número de vítimas, enquanto os jogadores tentam reduzir o massacre. Esse conceito é bastante inteligente e dá mais propósito às ações cooperativas.

Como sobrevivente, você explora casas, procura itens, barricadas portas, repara veículos e lida com minigames para convencer os civis. Também é possível chamar a polícia, embora a ajuda possa ser usada de forma estratégica por Michael. Eu gosto da ideia, mas acho que a repetição dos minigames e a IA irregular dos moradores podem tornar algumas partidas mais mecânicas do que tensas.

Ser Michael Myers nunca foi tão assustador

Controlar Michael Myers é, sem dúvida, o ponto mais forte do jogo. Ele não é um perseguidor veloz. Pelo contrário, sua força está na paciência, na observação e no uso das sombras. A sua habilidade especial permite que ele se desloque por áreas escuras e reapareça onde menos se espera, desde que não esteja sendo observado de perto.

Essa abordagem valoriza o stalking permitindo espionar alvos, apagar luzes, cortar linhas telefônicas e escolher o momento certo para atacar. Quando o medidor de obsessão sobe, as execuções ficam mais brutais e recompensadoras, reforçando a sensação de que Michael é uma força quase sobrenatural.

As mortes contextuais também ajudam a criar momentos memoráveis. Algumas são inspiradas nos filmes, outras são invenções sádicas do jogo, e todas contribuem para transformar Haddonfield em um cenário de pânico coletivo. É quando Halloween: The Game, na minha opinião, realmente captura a fantasia de ser o vilão.

O Bicho-Papão tropeça no próprio filme

Infelizmente a execução não acompanha completamente as boas ideias. Sofri com alguns bugs e matchmaking irregular, sem contar a falta de variedade entre mapas, objetivos e personagens. Sinto que a experiência carece de conteúdo suficiente para sustentar o interesse por muito tempo, mesmo com a campanha solo como diferencial.

Outro ponto delicado é a progressão, pois os desbloqueios e cosméticos não parecem recompensadores o bastante, e a diferenciação entre sobreviventes ainda é limitada. Para um jogo que depende de partidas repetidas, acho que esses elementos fazem muita diferença na retenção dos jogadores.

Vale a pena entrar na noite do terror?

Halloween: The Game é uma proposta interessante para fãs da franquia e do horror assimétrico. Ele acerta ao priorizar a atmosfera, o stalking e a proteção dos civis, criando uma identidade própria dentro de um gênero dominado por fórmulas mais conhecidas.

Porém, ainda parece um jogo em construção. A base é sólida, mas bugs, repetição e falta de conteúdo podem afastar quem procura uma experiência mais polida. Se a IllFonic mantiver o suporte com novos mapas, personagens e ajustes de balanceamento, acredito que Haddonfield pode se tornar um destino recorrente para os amantes do slasher.

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Nota final: 4/5


























Avaliação: 4 de 5.

Acesse o site oficial do jogo.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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