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RuneScape: Dragonwilds é um bom RPG, com crafting e diversão coop

A clássica franquia de jogos de MMORPG RuneScape ganhou uma nova perspectiva. Desta vez, um RPG cooperativo online com RuneScape: Dragonwilds, jogo que mistura RPG de fantasia, exploração, construção e sobrevivência.

Desenvolvido pela Jagex, o título leva os jogadores ao continente de Ashenfall, uma região misteriosa dominada por dragões e criaturas.

A edição completa encerra a saga da Rainha Dragão Kuldra e marca uma nova etapa para a franquia, que agora aposta em uma experiência de sobrevivência com elementos familiares aos fãs de RPGs. Semelhante a outros jogos do gênero e de sobrevivência, como Palia, Green Hell ou Medieval Dinasty. Só que com um tom mais cartoon e amigável.

Sobrevivência, exploração e construção

A estrutura de RuneScape: Dragonwilds segue uma fórmula conhecida do gênero. O jogador precisa explorar o ambiente, coletar recursos, fabricar equipamentos, preparar alimentos e construir abrigos para avançar pela aventura.

A progressão acontece gradualmente. Atividades como mineração, coleta de madeira e criação de itens ajudam a desenvolver habilidades e desbloquear novas possibilidades. O resultado é um ciclo de exploração e aprimoramento que incentiva a busca por materiais cada vez mais valiosos.

A construção também tem um papel importante. É possível erguer estruturas e personalizar espaços para estabelecer uma base de operações, algo que ajuda a organizar os recursos e preparar o personagem para as missões que vão aparecendo.

A magia é um dos grandes diferenciais

Diferente de outros games do gênero que joguei, um dos elementos mais interessantes de Dragonwilds é a maneira como a magia se integra às atividades de sobrevivência.

Em vez de servir apenas para enfrentar inimigos, os feitiços também ajudam na coleta de recursos, na movimentação pelo cenário e na construção. Algumas habilidades permitem acelerar tarefas que normalmente exigiriam mais trabalho manual.

Essa abordagem preserva características tradicionais de RuneScape enquanto adapta suas mecânicas a uma aventura em mundo aberto.

O sistema de habilidades também reforça a sensação de evolução. Conforme o personagem progride, novas ferramentas e feitiços ampliam as possibilidades de exploração e combate.

É uma maneira de diferenciar o jogo de outras experiências de sobrevivência, nas quais a coleta de materiais e a fabricação de equipamentos podem se tornar excessivamente repetitivas.

Combate contra monstros e dragões

A exploração de Ashenfall inclui também alguns riscos. O continente abriga diferentes criaturas, inimigos e chefes que exigem preparação antes dos confrontos.

O combate combina armas, equipamentos e habilidades mágicas. A escolha dos recursos disponíveis e o desenvolvimento do personagem ajudam a determinar como enfrentar as ameaças encontradas pelo caminho. E você vai construindo armas melhores e sobe níveis do personagem em habilidades de acordo com o uso de armas específicas.

Por exemplo, quer ser um mago poderoso? Use bastante a varinha ou cajado e algum elemento da natureza para eliminar os inimigos. Quer ser um arqueiro preciso? Utilize o arco e flecha. Um guerreiro poderoso? Utilize machados, espadas, adagas. E assim por diante.

É possível inclusive mesclar habilidades e criar um guerreiro versátil que utiliza várias armas e magias. Ou focar-se apenas em um tipo de classe apenas.

O sistema de combate, porém, não é muito diverso. Depois de um tempo, acaba se tornando bastante repetitivo, apesar da progressão ser boa — e até mesmo você pode escolher parâmetros de multiplicadores em jogos personalizados, caso queira algo mais descompromissado e mais rápido.

Esse problema da repetição pesa um pouco porque o combate é uma parte importante da experiência. A possibilidade de evoluir equipamentos e habilidades ajuda a manter o interesse, mas nem sempre é suficiente para tornar todos os encontros igualmente envolventes.

Os dragões também ocupam uma posição central na aventura, tanto pela ambientação quanto pela narrativa envolvendo a Rainha Dragão Kuldra.

Vale a pena jogar sozinho ou com amigos?

RuneScape: Dragonwilds pode ser jogado individualmente ou em modo cooperativo com até quatro jogadores.

A possibilidade de compartilhar a aventura abre espaço para dividir tarefas, organizar a coleta de recursos e explorar Ashenfall em grupo. Enquanto alguns jogadores podem priorizar a construção e a fabricação de equipamentos, outros podem se dedicar à exploração e aos combates.

Para quem prefere jogar sozinho, a progressão individual continua sendo uma opção. Ainda assim, o componente cooperativo pode tornar as atividades repetitivas mais agradáveis, especialmente para grupos que gostam de construir bases e evoluir juntos.

O jogo também conta com localização para português brasileiro, o que facilita o acesso de jogadores que preferem acompanhar a experiência em seu idioma.

Gráficos e ambientação

A direção artística aposta em um universo de fantasia medieval, com paisagens naturais, estruturas antigas e criaturas.

Ashenfall serve como cenário para a exploração e para a descoberta de novos recursos, mas também funciona como parte da identidade visual do jogo.

A apresentação visual é um dos aspectos positivos. O jogo é bonito, colorido. Por outro lado, uma ambientação interessante precisa ser acompanhada de atividades capazes de manter a curiosidade do jogador ao longo das horas. Neste ponto, os sistemas de progressão e os desafios encontrados durante a exploração fazem diferença. E a variedade de missões e coisas pra fazer não são tão atrativas depois de algum tempo.

O que poderia ser melhor?

Apesar de aproveitar elementos conhecidos de RuneScape, Dragonwilds não escapa de alguns problemas comuns aos jogos de sobrevivência.

A necessidade de reunir materiais e repetir atividades pode cansar quem prefere uma progressão mais rápida. Apesar de isso poder ser ajustado em jogos personalizados.

O combate também não é tão interessante. E determinadas etapas de fabricação e evolução podem exigir mais dedicação do que alguns jogadores gostariam.

Outro ponto importante é a exploração. Um mundo aberto precisa oferecer recompensas interessantes para estimular o jogador a investigar novos lugares. Quando as descobertas não acompanham o esforço necessário para alcançá-las, a sensação de aventura pode perder força.

Essas limitações não anulam as qualidades do jogo, no entanto. Quem gosta de construir, coletar recursos e desenvolver personagens tende a encontrar mais motivos para continuar jogando do que quem procura uma aventura focada exclusivamente na história e na ação.

RuneScape: Dragonwilds vale a pena?

RuneScape: Dragonwilds combina elementos tradicionais da franquia com uma estrutura de sobrevivência que valoriza exploração, construção e evolução de habilidades.

A magia é um dos seus diferenciais mais interessantes, pois amplia as possibilidades de interação com o cenário e ajuda a tornar a coleta de recursos menos convencional. A construção de bases e o modo cooperativo também contribuem para uma experiência que pode render muitas horas de jogo.

Por outro lado, a repetição de tarefas e as limitações do combate podem incomodar quem espera uma aventura mais dinâmica. O jogo encontra suas melhores oportunidades quando permite ao jogador planejar, experimentar e perceber o resultado de sua evolução.

No conjunto, RuneScape: Dragonwilds é uma opção interessante para fãs de RPGs de fantasia e jogos de sobrevivência. Não reinventa o gênero, mas encontra uma identidade própria ao aproveitar a magia e o sistema de habilidades de RuneScape. Eu particularmente me diverti durante o gameplay e por muitas horas.

É recomendado para jogadores que gostam de exploração, construção de bases, progressão de habilidades e aventuras cooperativas. E pode não agradar tanto quem prefere combates variados, progressão rápida ou uma experiência centrada na narrativa.

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Nota final: 3,5/5


























Avaliação: 3.5 de 5.

Site oficial do jogo.

Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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