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CBLOL 2026: LOS fala sobre título, final contra a FURIA e Worlds; Assista à coletiva completa

A LOS venceu a FURIA por 3 a 2 na final do 2º Split do CBLOL 2026 e ficou com o título, depois de ter sido vice-campeã para as Panteras na primeira decisão do ano. Após a série, jogadores e comissão técnica falaram sobre a virada, a trajetória da equipe, o calendário e a expectativa para o Mundial.

A coletiva também passou pela experiência de Ackerman como argentino no CBLOL, pelo primeiro título de Curse no Tier 1 e pela evolução de Feisty. Confira as perguntas e respostas.

Ackerman, você está no Brasil, e Josedeodo, seu ex-companheiro de equipe na LCS, também foi campeão neste split. Apesar de a Liga Latino-Americana não ter mais uma casa propriamente dita, ela segue viva. Você tem algum recado para os jogadores da região que continuam jogando e sonham em viver momentos como o que você viveu hoje à tarde na Arena Carioca?

Eu gostaria que todo jogador novo tivesse a experiência que tive hoje. Acho que é uma experiência única. Queria que todos pudessem viver isso, sabe? Acho que a região não está em um bom momento, então os jogadores ficam um pouco perdidos entre as ligas. Para mim, a Argentina continua se esforçando e conquistando grandes coisas.

Zest, a LOS está com o calendário apertado e também precisa disputar o Torneio de Promoção e ir ao Worlds. Como você se sente em relação a esse calendário? Ele ajuda a manter o ritmo das partidas ou você não gosta?

Para ser sincero, eu odeio nosso calendário. Nem conseguimos aproveitar o Rio agora, porque dois dias depois precisamos disputar a final do Torneio de Promoção. Mas, ao mesmo tempo, podemos disputar várias competições. Estamos prontos. Por isso não pipocamos hoje. Quer dizer, eu não pipocuei, mas alguém pipocou. Enfim, não sei quem. O calendário não é dos melhores, mas o que eu posso fazer? O que podemos fazer?

Duduhh, no começo do ano você tinha 17 anos, tinha acabado de chegar ao Tier 1 e ficou um tempo sem poder jogar solo queue. Agora, no fim do ano, chegou a duas finais, foi campeão do CBLOL diante de mais de seis mil pessoas e vai representar o Brasil na fase principal do Worlds. Como você descreveria seu primeiro ano no CBLOL e quais são suas expectativas para o Worlds?

Para ser sincero, é até um pouco estranho falar isso assim, porque é muito mais do que eu esperava, sabe? Tudo o que aconteceu desde o começo do ano… Eu ter parado de jogar LoL, achei que ia ficar sem jogar. Aconteceram muitas coisas. Tivemos a final do split passado e a classificatória da EWC. Foi muita coisa ao mesmo tempo. Nosso time fez muita coisa e quase não teve descanso. Então, para mim, é muito importante ter esse título agora, poder ter esses dias a mais para dar uma respirada e relaxar um pouco mais. E, para esse Worlds, estou bem confiante de que a gente tem muita coisa para fazer história.

Brandão, hoje temos uma LOS campeã, apesar do calendário apertado, e um time que tinha sido montado inicialmente para o Academy. Qual é a sensação de viver essa vitória? É alívio ou outra coisa?

Sinceramente, é meio indescritível ainda. Acho que provavelmente não sou só eu, mas todo mundo está digerindo ainda tudo o que aconteceu agora. A gente esperava ganhar, obviamente, mas foi uma série difícil e equilibrada. Sobre o calendário, fazer o quê, né? Como o Zest falou, não há muito que possamos fazer. Mas acredito que, ao mesmo tempo, tudo o que aconteceu neste ano, incluindo o calendário, a campanha pela chave inferior no primeiro split e depois no classificatório da EWC, faz parte do trabalho do ano inteiro, por mais que tenha sido difícil. Acho que estamos colhendo esse fruto agora. Há coisas que não controlamos, como a questão do Torneio de Promoção e tal. É basicamente isso.

Brandão, sobre o time ter sido montado inicialmente para o Academy, como você vê essa trajetória?

Acho que, desde o começo, nunca pensamos: “Vamos montar um time para ganhar o CD”, mas sim em fazer o melhor time possível com o que tínhamos. Então, seja no CBLOL ou no CD, nossa mentalidade sempre foi essa. É muito trabalho desde a offseason passada. Quando fomos eliminados do CD em setembro, acho que começamos a fazer o planejamento. A gente não fazia ideia de que estaria aqui hoje. É muito trabalho.

A série foi muito equilibrada e o quinto jogo era tudo ou nada. O que vocês conversaram nos bastidores para manter a calma, ditar o ritmo do mapa e não deixar o título escapar como aconteceu no primeiro split?

Acho que conversamos principalmente sobre sermos proativos. Nos jogos que estávamos perdendo, não estávamos sendo proativos. A gente tinha o controle, mas, em algum momento, o jogo escapava. Então tentamos escolher uma composição com reinícios, ser proativos e ganhar. Acho que foi isso que acabou acontecendo.

Ackerman, você sentiu pressão por jogar com a torcida organizada inteira da FURIA atrás de vocês?

Não, para mim foi divertido. Eu achava até legal que a torcida da FURIA estivesse ali e que a gente passasse na frente deles. Então levei isso como algo divertido, sabe? Eu queria provocá-los durante toda a série. Estava muito confiante em mim e no meu time, então só estava brincando com eles.

O modelo Fearless incentiva os jogadores a usar uma variedade maior de campeões. Feisty, como você se sentiu ao mostrar seu Yasuo em uma final do CBLOL? A escolha foi uma decisão individual sua ou da equipe?

Para ser sincero, eu já estava falando desse Yasuo antes de começar a série. Estava conversando com o Arda, o Invokid, e ele brincou: “Hoje é dia de jogar de aço, o aço está aqui”, brincando e tal. É algo que eu queria mostrar há muito tempo. A gente já vinha treinando havia algum tempo também. Eu queria mostrar esse pick há muito tempo. Sempre joguei e sempre gostei muito. Estou muito feliz por poder mostrar esse tipo de campeão aqui.

Curse, desde que você chegou ao Tier 1, sua carreira tem sido meteórica. Você disputou a final de hoje, a do split passado e também a final da RED no ano passado. Como é viver uma carreira tão rápida e consolidá-la com o prêmio de MVP e o título, depois de ter sido vice-campeão algumas vezes nos últimos dois anos? 

Sinceramente, quando começaram a falar sobre eu ter chegado a tantas finais, eu nem tinha parado para pensar nisso. Eu não reparava tanto. Só jogava, chegava lá, perdia, ficava frustrado e pensando no que poderia mudar. Aí chegou uma hora em que percebi que, naquela situação, não conseguia fazer nada diferente. Então essa mudança acabou acontecendo. Foi aí que senti, pela primeira vez, que conseguia fazer diferente. Na primeira final contra a FURIA, durante a série que perdemos, eu já imaginava esse momento, sabe? Já conseguia me imaginar levantando o troféu com eles. Então foi mais ou menos isso. Agora, eu sabia que, independentemente do que acontecesse, venceríamos e eu conquistaria meu primeiro título. Mas ainda não parei para refletir sobre a carreira, então não sinto que tenha sido algo tão meteórico assim. Acho que preciso pensar um pouco.

Curse chegou à quarta final consecutiva no Tier 1 antes de conquistar o título. O jogador já havia sido destaque pela sequência de decisões disputadas na temporada.

Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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