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Ex executiva processa empresa de MrBeast por assédio e expõe bastidores conturbados

O império de vídeos de Jimmy Donaldson, o MrBeast, voltou ao centro das atenções, desta vez por um motivo bem diferente dos desafios milionários do YouTube. Uma ex executiva da Beast Industries entrou com uma ação judicial contra a empresa, alegando assédio sexual, discriminação de gênero e retaliação após denunciar problemas no ambiente de trabalho.

O processo foi apresentado por Lorrayne Mavromatis, que trabalhou na companhia entre 2022 e 2025. Segundo a ação, ela teria sido demitida poucas semanas depois de retornar da licença maternidade, logo após registrar queixas internas sobre comportamento inadequado e cultura tóxica dentro da empresa.

De acordo com os documentos do caso, Mavromatis afirma que a Beast Industries não possuía um manual formal de funcionários. Em vez disso, utilizaria um guia informal de produção com regras problemáticas, incluindo frases como “não é problema se os meninos forem infantis” e “o número de horas trabalhadas é irrelevante”. O texto mencionado na ação também indicaria tolerância a comportamentos ofensivos no ambiente de trabalho.

A ex executiva relata ainda ter presenciado outros casos de assédio contra funcionárias, supostamente cometidos ou permitidos por supervisores. O processo cita comentários sobre aparência física e exclusão de projetos por motivos considerados sexistas. Essas situações teriam criado um clima hostil, especialmente para mulheres em cargos de liderança.

Outro ponto central do processo envolve a licença maternidade. Mavromatis afirma que não recebeu orientação adequada sobre seus direitos garantidos pela legislação trabalhista dos Estados Unidos, incluindo a Family and Medical Leave Act. Ela diz que chegou a trabalhar mesmo durante o período em que deveria estar afastada para se recuperar do parto.

A Beast Industries negou as acusações. Em comunicados à imprensa, representantes da empresa classificaram o processo como uma tentativa oportunista de ganho financeiro, alegando que possuem mensagens internas e documentos que contradizem as alegações da ex funcionária. A companhia afirma que a demissão ocorreu por reorganização interna e não como retaliação.

O caso reacende debates sobre a cultura de trabalho em grandes criadoras de conteúdo digital, onde equipes crescem rápido, processos formais ficam para trás e o carisma do criador principal muitas vezes ofusca práticas internas. Nos últimos anos, empresas ligadas a influenciadores passaram a ser cobradas a operar com o mesmo nível de responsabilidade de corporações tradicionais.

Enquanto o processo segue na Justiça, a imagem pública de MrBeast enfrenta mais um teste fora das câmeras. O desfecho pode ter impacto não só na empresa, mas também no debate mais amplo sobre poder, responsabilidade e ambiente de trabalho na economia dos criadores digitais.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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