Atendendo a pedidos fervorosos dos fãs, o jogo REMATCH lançou no último dia 24 de setembro uma colaboração com a franquia Blue Lock, trazendo skins dos personagens Yoichi Isagi, Meguru Bachira, Seishiro Nagi e Rin Itoshi, além de outros itens cosméticos temáticos e um modo de tempo limitado inspirado no mangá. Alguns modos e itens podem ser obtidos gratuitamente por quem já tem o jogo, mas as skins temáticas precisam ser compradas à parte.
REMATCH é um jogo de futebol que permite partidas de até 5 contra 5, tendo sido lançado em junho do ano passado pela Sloclap em parceria com a Kepler Interactive. O game até então só tinha contado com colaborações com marcas e estrelas reais do futebol, agora abrindo espaço para uma possível nova linha de parcerias.
Para saber mais detalhes sobre a colaboração, conversamos com Pierre Tarno, diretor criativo de REMATCH e CEO da Sloclap. Confira a entrevista na íntegra logo abaixo.

Imagem: Divulgação/©MK,YN,K/BLP
Como foi trabalhar com uma franquia tão amada pelos fãs de REMATCH como Blue Lock?
Pierre: Desde o momento em que revelamos Rematch pela primeira vez, Blue Lock foi uma das colaborações mais pedidas pela nossa comunidade. Nós mesmos também somos grandes fãs da série, então juntar esses dois mundos foi algo que nos deixou realmente empolgados.
O que torna essa colaboração particularmente interessante é que, enquanto Blue Lock e Rematch abordam o futebol de ângulos diferentes, eles compartilham uma fantasia semelhante: se expressar em campo, desenvolver seu próprio estilo de jogo e criar aqueles momentos espetaculares e decisivos.
Claro, Blue Lock é mais sobre ego, enquanto Rematch coloca o trabalho em equipe no centro da experiência. Mas até os maiores egoístas precisam de colegas de equipe para ter sucesso, e achamos que esse contraste tornou a colaboração ainda mais interessante.
Assim como Blue Lock, REMATCH também é cheio de jogadas dinâmicas absurdas. O animê e o mangá chegaram a ser uma inspiração para o desenvolvimento do jogo antes da colaboração? Além do próprio futebol, quais foram as inspirações para a criação do jogo?
P: Nossa principal inspiração foi o próprio futebol e, mais especificamente, a sensação de realmente estar em campo, em vez de controlar o time inteiro de cima. Com Rematch, queríamos criar algo que capturasse a intensidade, criatividade e espontaneidade do futebol, onde cada jogador controla um único personagem e cada ação importa.
Também nos baseamos muito na nossa experiência desenvolvendo Absolver e Sifu. Ambos os jogos são construídos em torno de movimento, timing e domínio de um conjunto de mecânicas, e queríamos trazer essa mesma filosofia para um esporte coletivo.
Quanto a Blue Lock, há definitivamente semelhanças em como retratamos o futebol, especialmente nas jogadas espetaculares e naqueles momentos em que um jogador pode fazer toda a diferença. Isso faz parte do que tornou a colaboração tão natural.
Quais foram os critérios para a escolha dos personagens que inspiraram as skins e outros itens cosméticos baseados em Blue Lock?
P: Escolhemos Isagi, Bachira, Nagi e Rin, quatro personagens icônicos que têm personalidades e abordagens para o futebol muito distintas.
Isso é algo que combina particularmente bem com Rematch, onde incentivamos os jogadores a desenvolverem sua própria identidade em campo. Seja através da criatividade, da maestria técnica ou da leitura do jogo, cada um desses personagens representa uma forma diferente de se expressar como jogador.
Queríamos celebrar essas identidades por meio de cosméticos, comemorações de gols únicas e cards de jogadores, mantendo ao mesmo tempo a jogabilidade central de Rematch justa e equilibrada para todos.

Imagem: Divulgação/©MK,YN,K/BLP
As comemorações de gol inclusas nos pacotes de personagens foram inspiradas por cenas da obra original. Houve alguma colaboração com a equipe do animê ou com os autores do mangá para a criação dessas animações?
P: Trabalhamos de perto com a Kodansha, a produtora por trás do animê Blue Lock, durante toda a colaboração para garantir que permanecêssemos fiéis ao espírito da série, respeitando a identidade tanto de Blue Lock quanto de Rematch. Queríamos que o resultado soasse autêntico para os fãs do animê, especialmente nas comemorações de gol.
Cada personagem tem uma personalidade tão distinta e momentos tão memoráveis que nos inspiramos nessas cenas icônicas e as adaptamos ao estilo de Rematch de uma forma que os fãs reconheçam imediatamente.
Houve algum contato direto com os autores do mangá para apresentar o jogo a eles?
P: Trabalhamos diretamente no lado do animê da colaboração, em vez de com os próprios criadores do mangá. Nossas trocas se concentraram em garantir que representássemos o universo de Blue Lock de forma fiel, enquanto encontrávamos maneiras de trazê-lo para Rematch de um jeito que fosse natural tanto para fãs de jogos quanto de animê.
O modo de jogo Aura Striker tenta adaptar o tema de egoísmo de Blue Lock para Rematch. Como foi essa adaptação para criar o modo? Existem planos de torná-lo permanente no futuro?
P: Com o Aura Striker, queríamos dar aos jogadores a oportunidade de viver aquela fantasia de Blue Lock de superar seus limites e se tornar o jogador decisivo em campo.
Criamos um modo especial de 3v3 onde os jogadores vão acumulando sua Aura durante a partida e podem ativá-la para ganhar boosts temporários de velocidade e poder de chute. Também introduzimos goleiros controlados por IA para que todos possam focar em atacar e criar aqueles momentos espetaculares.
É uma versão mais intensa e exagerada da jogabilidade de Rematch, inspirada na energia de Blue Lock, mas o trabalho em equipe continua sendo importante. Mesmo quando você está buscando seu próprio momento de glória, ainda precisa colaborar com seus companheiros.
O Aura Striker foi inicialmente criado como um modo por tempo limitado, e já estamos planejando trazê-lo de volta em dezembro. Além disso, veremos como os jogadores interagem com ele e se faz sentido mantê-lo de forma permanente. No fim das contas, queremos que o Rematch evolua de maneiras que façam sentido para nossa comunidade e para a forma como eles curtem jogar.

Imagem: Divulgação/©MK,YN,K/BLP
Existem planos para mais skins baseadas em outros personagens de Blue Lock futuramente?
P: Sabemos que há muitos outros personagens de Blue Lock que os fãs adorariam ver em Rematch, e tem sido ótimo ver o entusiasmo da comunidade pela colaboração. Por enquanto, não temos nada mais para anunciar, mas estamos sempre ouvindo o que nossos jogadores gostariam de ver a seguir.
Podemos esperar parcerias de REMATCH com outras franquias de animê e mangá como Captain Tsubasa ou com jogos como Inazuma Eleven? Ou até mesmo parcerias com franquias sem relação com futebol?
Hoje não temos nenhuma colaboração específica para anunciar, mas com certeza estamos abertos a oportunidades futuras. O Japão é uma fonte incrível de criatividade e inspiração, e existem tantas franquias que ressoam com a nossa comunidade. Blue Lock foi um encaixe particularmente natural por causa da paixão compartilhada pelo futebol, mas isso não significa necessariamente que estamos nos limitando a propriedades relacionadas ao futebol.
O importante para nós é que uma colaboração faça sentido para o Rematch e traga algo interessante para a experiência do jogador, em vez de simplesmente adicionar itens cosméticos.
Reportagem: Talles Queiroz (Teke) | Tradução: Equipe Theogames | Edição final: Rafael Jiback | O JBox agradece à equipe da Kepler Interactive e da Theogames pelo convite e a Pierre Tarno pela disponibilidade em responder nossas perguntas.
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Sobre BLUE LOCK
BLUE LOCK é um mangá de de Muneyuki Kaneshiro (roteiro) e Yusuke Nomura (ilustrações) é seriado na Shonen Magazine, da editora Kodansha, desde 2018, com 39 volumes até o momento.
O animê de Blue Lock começou a ser lançado em outubro de 2022, assinado pelo estúdio 8-Bit. No Brasil, as duas temporadas estão nos catálogos da Netflix, HBO Max e Crunchyroll, que também conta com o filme Episódio Nagi. As duas temporadas são exibidas no canal Adult Swim.
A trama começa quando a Associação Japonesa de Futebol contrata o técnico Jinpachi Ego, visando ganhar a Copa do Mundo. O treinador tem umas ideias meio… únicas.
Crente que o problema do Japão é não ter artilheiros com fome de bola, ele monta o Blue Lock, um lugar onde 300 atacantes de escolas pelo país todo ficam isolados e precisam se enfrentar numa espécie de mata-mata – sim, é tipo um campeonato numa prisão.
O vencedor desse “jogo de sobrevivência” será o novo centroavante da seleção japonesa, e quem perder é banido para sempre de jogar pela seleção japonesa. O jovem Yoichi Isagi, que se lamenta por não ser “fominha” e, com isso, não ter levado sua escola ao campeonato nacional, vai entrar nessa para tentar se tornar o maior goleador do mundo.
A história em quadrinhos é publicada no Brasil pela Panini.




