A Epic Games precisou vir a público para derrubar uma teoria que ganhou força nas redes nos últimos dias: a de que Jeffrey Epstein estaria vivo e usando o Fortnite, com base em um nome de usuário que apareceu em documentos recentes e também em sites de estatísticas do jogo.
Segundo a empresa, a história é falsa e foi alimentada por um truque simples, mas bem eficiente. Um jogador real teria mudado o nickname para o mesmo alias citado nos arquivos, aproveitando o assunto em alta para chamar atenção.
Como o boato começou
A especulação explodiu depois que uma nova leva de documentos relacionados a Epstein foi disponibilizada pelo Departamento de Justiça dos EUA, dentro de um processo de divulgação ligado ao chamado “Epstein Files Transparency Act”.
Nas redes, usuários apontaram que um dos arquivos mencionava um apelido antigo, “littlestjeff1”, associado a atividades online. Aí veio o “pulo do gato”: esse mesmo nome passou a ser visto em páginas de rastreamento de estatísticas de Fortnite, com registros de atividade após 2019. Isso bastou para posts sugerirem uma “prova” de que Epstein teria forjado a morte.
O que a Epic disse
A Epic respondeu pelo perfil oficial Fortnite Status e classificou a história como um golpe, afirmando que a conta em questão não tem ligação com Epstein. A explicação é bem direta: o usuário já existia e apenas alterou o nome recentemente, depois que o alias virou assunto com a divulgação dos arquivos.
A empresa também afirmou que não há correspondência entre a conta e endereços de e-mail verificados ligados a Epstein nos documentos divulgados.
Por que os sites de estatísticas confundiram todo mundo
Aqui entra a parte técnica que ajudou a teoria a viralizar. Muitos trackers de Fortnite mostram apenas o nome atual da conta, não o histórico de nomes anteriores. Quando alguém muda o nickname para algo que está em alta, pode parecer que aquele “novo nome” sempre esteve ligado àquela conta, mesmo que a mudança tenha acontecido ontem.
Ou seja, o rastro de partidas e datas não prova quem é a pessoa. Só mostra que a conta jogou e que, em algum momento recente, passou a usar aquele nome.
O contexto: arquivos em alta, boatos mais rápidos ainda
A liberação de documentos ligados a Epstein voltou a dominar o noticiário, com debate político e críticas sobre como partes do material foram divulgadas e redigidas. Nesse tipo de ambiente, qualquer detalhe vira combustível para teorias, principalmente quando é fácil “fabricar evidência” com uma simples troca de nickname.
O caso serve como lembrete de sempre checar a origem do dado. Principalmente quando a “prova” vem de print de tracker e não de informação confirmada por fonte oficial.
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