Um estudo do Salk Institute, divulgado pelo Washington Post, reacendeu o debate sobre os efeitos da cannabis no envelhecimento cerebral. Pesquisadores identificaram que o cannabinol (CBN), subproduto do THC, pode proteger neurônios contra o estresse oxidativo, processo associado a doenças neurodegenerativas como Alzheimer.
O estresse oxidativo é uma forma de desgaste celular que leva à morte de neurônios. Ele é considerado um dos principais fatores no desenvolvimento de demências. A descoberta de que o CBN pode reduzir esse impacto abre novas possibilidades para tratamentos futuros.
Em testes com culturas de células humanas e animais, o CBN mostrou efeito protetor contra danos celulares.
Outro estudo, publicado em 2024 na revista JAMA Network Open, não encontrou relação entre uso de cannabis em adultos mais velhos e declínio cognitivo.
Pesquisadores como Carl Hart, da Universidade Columbia, defendem que o cérebro adulto é mais resiliente aos efeitos negativos da cannabis do que se pensava.
Em experimentos, adultos que consumiram cannabis antes de realizar testes matemáticos tiveram desempenho semelhante aos que não usaram, sugerindo que o estigma sobre falta de motivação pode ser exagerado.
Apesar dos resultados promissores, especialistas alertam que o consumo excessivo pode prejudicar a memória de curto prazo.
Em adolescentes, o uso intenso está associado a maior risco de transtornos como bipolaridade e psicose. Portanto, os estudos não devem ser interpretados como incentivo ao consumo indiscriminado.
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