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Papel de parede que gera eletricidade usa umidade do ar para alimentar dispositivos

Um novo tipo de papel de parede pode transformar a umidade presente dentro de uma casa em eletricidade. O projeto foi desenvolvido por pesquisadores da Binghamton University, nos Estados Unidos, e utiliza pequenos geradores elétricos de umidade integrados a uma folha de papel.

A tecnologia foi criada para ambientes internos, onde a umidade costuma ser mais estável. Em testes, uma estrutura com 1.596 unidades conseguiu fornecer energia suficiente para manter um teclado sem fio funcionando.

Como o papel de parede produz energia

O sistema utiliza dispositivos chamados geradores elétricos de umidade. Eles aproveitam moléculas de água presentes no ar para criar uma diferença na concentração de íons dentro do material.

Cada unidade possui três regiões. Nas bordas, o glicerol absorve a umidade do ambiente. Uma região central feita com polivinilpirrolidona ajuda a direcionar a água para o interior. No centro, uma área tratada com cera permite que a umidade escape principalmente na forma de vapor.

Esse movimento contínuo mantém o desequilíbrio necessário para produzir uma pequena corrente elétrica.

Cada unidade gera pouca energia

A produção individual é pequena, mas pode ser combinada em grandes conjuntos.

Em condições de 80% de umidade relativa, uma unidade chegou a produzir aproximadamente 0,34 volt e uma densidade de potência de cerca de 2,2 microwatts por centímetro quadrado. O resultado permaneceu estável durante aproximadamente 90 minutos no teste realizado.

Por isso, a proposta não é substituir a energia da tomada. O objetivo inicial é alimentar equipamentos que exigem pouca eletricidade, como sensores ambientais, módulos de comunicação e outros dispositivos conectados.

Papel de parede também ajuda a controlar a umidade

O experimento teve uma segunda função. Além de gerar eletricidade, o sistema conseguiu retirar parte da umidade do ambiente.

Uma matriz com 1.596 geradores reduziu a umidade relativa do espaço de 38% para 32% durante o experimento, enquanto fornecia energia para um teclado sem fio.

Os pesquisadores destacam que a umidade interna pode ser uma fonte interessante justamente por ser relativamente estável. Atividades comuns como cozinhar, tomar banho e respirar também adicionam vapor de água ao ambiente.

Fiação fica escondida

Outro desafio era fazer a tecnologia funcionar em uma superfície que pudesse ser integrada a uma parede sem deixar uma grande quantidade de fios exposta.

Para isso, as conexões elétricas foram posicionadas na parte traseira. Os pesquisadores também demonstraram diferentes formas de conectar as unidades para ampliar o sistema, mantendo uma aparência mais próxima de um revestimento convencional.

A equipe pretende tornar o processo de fabricação ainda mais simples e totalmente imprimível, o que poderia facilitar a produção em maior escala.

Ainda está longe de alimentar uma casa

Apesar do resultado impressionante, a tecnologia ainda está em fase de pesquisa. A quantidade de energia produzida é muito inferior à necessária para aparelhos como televisão, geladeira ou computador.

O potencial está principalmente em dispositivos de baixo consumo que hoje dependem de baterias ou de fios para receber energia. Nesse cenário, uma parede poderia funcionar simultaneamente como revestimento, fonte de energia para sensores e elemento de controle da umidade.

O estudo foi publicado em setembro de 2026 e apresenta o que os pesquisadores descrevem como o primeiro gerador elétrico de umidade desenvolvido especificamente no formato de papel de parede.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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