DOTA 2

Worlds 2026: ”Nós não estamos mostrando nem o nosso 80% ainda”, diz LOS Duduhh

A LOS fez e pode fazer ainda mais história: ao eliminar a Team Liquid do Worlds 2026, o elenco formado por Zest, Curse, Feisty, Duduhh e Ackermann se tornou o primeiro a ganhar dois jogos na Fase Suíça representando uma organização do CBLOL 2026. 

Para além disso, estamos a uma MD3 de nos classificarmos pela primeira vez para os playoffs e também de fazer história para o mundo nos tornando o primeiro time 0-2 que vira 3-2. Antes de pensar no próximo embate, o Mais Esports entrevistou o adc Duduhh após a vitória já histórica. Confira:

A primeira coisa que eu quero entender de você é se você encara essa vitória como “sobrevivemos no campeonato” ou “fizemos história”?

Mano, para ser sincero, esse aqui é só o primeiro passo, tá ligado? Eu acho que essa era uma vitória em que a gente estava muito confiante desde o começo. Então, a gente sabia que esse era só o primeiro passo da série que a gente está fazendo. Acho que é isso. 

É uma vitória muito importante para a gente também, uma pegada, essa confiança, para poder estar melhor nesse terceiro confronto.

O quanto que dá hype, cara? Porque você me falou, antes de começar o Suíço, que confiava na LOS indo para os playoffs, e agora falta uma série.

É (uma vitória) muito importante, acho que para todo mundo, principalmente para o conjunto do time em si, ter essa confiança, esse feeling de que a gente tem nível. É muito importante para a gente poder bater de frente com eles, principalmente pela experiência de stage, para podermos jogar mais calmos, mais o nosso jogo mesmo, no stage, sem deixar o nervosismo tomar conta.

Por falar em nervosismo, você acha que vocês conseguiram aplicar uma gameplay com menos nervosismo durante o Worlds ou ainda tem muito caminho nesse sentido?

Acho que ainda tem um bom caminho pela frente. Pra mim, nós não estamos mostrando nem o nosso 80% ainda, a gente ainda tem muito para mostrar. Eu sinto que ainda fico um pouco nervoso às vezes. Falando pessoalmente, por exemplo, naquela fight do Dragão de Ezreal, aquela fight de Kalista que eu pulei na Yunara, eu devia ter flashado antes, mas acabei não flashando. 

Pra mim, são situações que acabam impactando muito o jogo e que, se a gente mantivesse um pouco mais a calma, daria tudo certo. Então, acho que é mais essa questão. Isso é muito importante para a gente ter essa experiência e saber que aqui é a nossa zona de conforto. A gente pode jogar do nosso jeito.

Cara, uma dúvida: o terceiro jogo durou demais, né? Em algum momento bateu aquela preocupação de tipo: “Cara, não era para estar durando assim”?

Confesso que, naquela hora em que eu me matei, que pulei na Yunara eu pensei: “Não devia ter feito isso”. Eu perdi flash ainda, eles pegaram Nashor. Quando eles pegaram Elder também, eu falei: “Mano, tá esquisito”. Mas eu ainda estava muito confiante.

Eu vi que o Zest estava forte para caramba, sendo assim, sabia que, se a gente só jogasse a nossa fight do jeito que a gente ia jogar, daria certo. E a gente conseguiu conversar bastante sobre isso durante o game também.

Sempre que alguma coisa estava meio errada, a gente conversava: “A gente tem que fazer isso, a gente tem que fazer aquilo”. Então, a gente conseguiu meio que sincronizar bem as nossas ideias.

LOS Duduhh (1).jpg

Essa já é a maior campanha da história do Brasil. Algum comentário sobre isso?

É um momento de história, né? Ganhar duas vezes na Fase Suíça, principalmente ganhando contra a NA, com quem a gente tem essa rivalidade, é muito importante para mim. 

E gosto muito de ver o Brasil feliz. Ver a galera no Twitter comemorando, falando bem. Então, é muito importante para mim trazer essa felicidade para a gente também.

Queria saber se tem alguém a quem você dedicaria essa vitória, cara.

Cara, não sei se tem alguém específico a quem eu dedicaria essa vitória. Acho que seria para todo mundo que eu conheço, meus amigos e minha família, principalmente, que sempre acreditaram em mim. Também queria muito agradecer aos meus coaches. 

Acho que principalmente ao Invokid, que estava comigo há um tempo e era mais próximo. Ele sempre está ali falando comigo o que eu tenho que fazer ou o que eu deveria ter feito. Acho que ele foi meio que a pessoa que me colocou aqui, sabe? Então, acho que são essas pessoas a quem eu tenho que agradecer.

Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios