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Fliperama de parede usa cartuchos de concreto para rodar jogos retrô

Um criador chamado Asger desenvolveu um fliperama de parede que transforma blocos de concreto em cartuchos de videogame. A máquina combina visual retrô, componentes reaproveitados e tecnologia NFC para oferecer uma experiência diferente de jogar clássicos dos games.

O projeto aposta em uma ideia simples: em vez de navegar por enormes bibliotecas digitais, o jogador escolhe um dos dez blocos físicos disponíveis. Basta encaixar o cartucho na máquina para iniciar o jogo.

Cartuchos de concreto dão vida ao fliperama

Os cartuchos são feitos a partir de blocos de concreto moldados com a ajuda de peças produzidas em uma impressora 3D. Cada unidade recebe uma etiqueta NFC escondida na parte inferior, protegida por um pequeno pedaço de feltro.

Essa etiqueta funciona como uma identificação digital. Quando o jogador encaixa o bloco no fliperama, um leitor NFC reconhece o cartucho e inicia o jogo correspondente. Ao retirar a peça, a partida é encerrada.

Apesar da aparência robusta, o concreto não armazena os jogos. Ele funciona como uma espécie de controle físico para selecionar o título desejado.

A proposta também limita a seleção a dez cartuchos, incentivando o jogador a escolher com antecedência quais títulos deseja manter disponíveis.

Raspberry Pi e software de emulação fazem a máquina funcionar

Por trás da estrutura está um Raspberry Pi, computador compacto responsável por executar os jogos. O sistema utiliza o Batocera, uma plataforma voltada à emulação de videogames, em conjunto com o Zaparoo, software que permite iniciar jogos a partir de objetos identificados por leitores NFC.

Essa combinação transforma os blocos em uma alternativa física aos menus tradicionais dos emuladores. O jogador escolhe uma peça, encaixa no equipamento e começa a partida.

Entre os jogos mostrados no projeto estão Donkey Kong, Mario Bros., Street Fighter e DOOM. A lista completa dos dez títulos, porém, não foi divulgada.

Design reaproveita materiais e combina com a sala

Além da mecânica curiosa, a construção chama a atenção pelo aproveitamento de materiais. O criador utilizou partes de antigas bancadas de cozinha e portas de armários para montar a estrutura do fliperama.

A impressora 3D também foi usada na fabricação de acabamentos, capas para os alto falantes, um botão para inserir créditos e os moldes dos cartuchos.

O resultado é uma máquina de parede que combina elementos dos fliperamas tradicionais com um visual discreto, pensado para se integrar ao ambiente doméstico.

A proposta lembra que projetos de jogos retrô podem ir além de reunir centenas de títulos em um único aparelho. Nesse caso, a experiência também envolve escolher, encaixar e colecionar objetos físicos, recuperando parte da interação característica dos antigos cartuchos.

Mais do que uma máquina para jogar, o projeto transforma a própria seleção dos games em parte da diversão.

Fontes

Vídeo original do projeto no YouTube

Documentação oficial do Batocera sobre leitores NFC

Documentação oficial do Zaparoo

Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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