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Livro “Cat” mostra como os gatos inspiraram a arte ao longo dos séculos

Muito antes de dominarem sofás, telas de celular e memes na internet, os gatos já chamavam atenção como figuras dignas de fascínio. Em 1835, por exemplo, um gato tartaruga com mais de um metro de comprimento virou atração em Londres, a ponto de render um anúncio em jornal prometendo ao público “a maior curiosidade já exibida”. Bastava ir até a Ship Tavern e, provavelmente com uma cerveja como ingresso informal, conferir o animal extraordinário.

Foi principalmente entre os séculos 18 e 19, na Europa, que os gatos começaram a ser vistos como algo além de simples caçadores de ratos. Ainda hoje, inclusive, não é raro que cervejarias e destilarias “contratem” um ou dois felinos para proteger os grãos dos roedores. Mas a relação da humanidade com esses animais é muito mais antiga e simbólica. Dos espíritos kaibyō do folclore japonês ao status quase divino que tiveram no Egito Antigo, os gatos deixaram marcas profundas na mitologia, na história e no cotidiano humano.

Bill Traylor, Sem título (Gato Azul Meia-Noite) (c. 1939–42), tinta para pôster sobre papelão encontrado, 28 x 20 cm. Imagem © Bill Traylor Family Inc. – WhosBillTraylor.com: Galeria Ricco/Maresca

É exatamente esse legado que o livro Cat, da editora Phaidon, se propõe a explorar. A obra reúne representações felinas que atravessam séculos e estilos, passando por manuscritos iluminados da Idade Média, gravuras clássicas, fotografias antigas, arte contemporânea, ilustrações digitais e até memes da era da internet. O resultado é um panorama amplo e divertido que mostra como a personalidade expressiva, e muitas vezes cômica dos gatos permanece facilmente reconhecível, não importa a época ou o meio artístico.

Utagawa Hiroshige II, “Um gato branco brincando com um barbante” (1863), xilogravura, 21,3 x 26,7 cm. Imagem cedida pelo Instituto de Arte de Minneapolis.
Sally J. Han, “Nap” (2022), tinta acrílica sobre papel montado em painel de madeira, 24 × 30 polegadas. © Sally J. Han. Foto de Jason Mandella
Nathaniel Currier, “O Gato Favorito” (1838–48), litografia colorida à mão, 31,1 x 21,9 cm. Imagem cedida pelo Metropolitan Museum of Art.
Jodie Niss, Sem título (#2) (2022), óleo sobre painel de madeira, 40,6 x 30,5 cm. Imagem cedida pela artista.
Andy Holden, “Cat-tharsis” (2022), 90 estatuetas de gatos e vídeo em HD com música de The Grubby Mitts, 17 minutos. Imagem cedida pelo artista e por Charles Moffett, Nova Iorque. Foto de Thomas Barratt.

Entre os destaques estão trabalhos de artistas como Xuan Loc Xuan, Lee Sangsoo e o mestre japonês Utagawa Hiroshige, que ajudam a compor um retrato multifacetado desses animais tão misteriosos quanto carismáticos. O livro passeia por diferentes culturas e períodos históricos, reforçando como os gatos sempre foram musas perfeitas para a criatividade humana.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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