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Um épico reinventado que expande os limites do RPG moderno

Final Fantasy VII Rebirth chega como um dos lançamentos mais importantes desta geração, não apenas por dar continuidade a um dos remakes mais ambiciosos da história dos videogames, mas também por expandir de forma significativa o universo que ajudou a definir o RPG moderno.

Após quase dois anos como exclusivo de PlayStation 5, o título finalmente desembarca também no Switch 2 e Xbox Series, ampliando seu alcance e colocando mais jogadores frente a frente com uma experiência que mistura nostalgia, reinvenção e ousadia narrativa.

A história retoma imediatamente após os eventos de Final Fantasy VII Remake, com Cloud, Tifa, Aerith, Barret e Red XIII deixando Midgar para trás e encarando, pela primeira vez, o mundo aberto que sempre foi apenas sugerido no jogo original. Essa mudança de escala não é apenas geográfica, mas também temática.

A jornada ganha contornos mais existenciais, explorando a natureza da fonte vital, o impacto da exploração predatória da Shinra e, principalmente, as rachaduras na própria realidade que começam a surgir. O jogo alterna momentos clássicos, como a perseguição a Sephiroth, com novos elementos narrativos, incluindo a intrigante linha paralela envolvendo Zack Fair, que aqui ganha mais espaço e levanta questões sobre linhas temporais e destino.

Entre as novidades mais evidentes desta edição está a estrutura de mundo semiaberto, que abandona a linearidade mais rígida do primeiro remake em favor de regiões amplas, interconectadas e repletas de atividades. Montar em chocobos não é apenas um fan service, mas uma mecânica essencial de exploração, com variações de terreno e desafios ambientais que tornam cada área distinta. O jogo também investe em missões secundárias mais elaboradas, muitas delas com desenvolvimento de personagens e consequências narrativas, evitando a sensação de conteúdo descartável.

No contexto do remake como projeto, Rebirth representa um ponto de virada. Se o primeiro jogo ainda caminhava com cautela entre fidelidade e reinvenção, aqui a Square Enix abraça de vez a liberdade criativa. Eventos clássicos são reimaginados, personagens ganham novas motivações e algumas sequências seguem caminhos completamente inesperados. Isso pode causar estranhamento em puristas, mas também reforça a proposta dessa trilogia: não é apenas uma recriação, é uma releitura que dialoga com quem já conhece a história e surpreende justamente por isso.

Para o gênero RPG, Final Fantasy VII Rebirth traz avanços interessantes, especialmente na forma como equilibra narrativa cinematográfica com liberdade de exploração. O sistema de mundo aberto não tenta competir diretamente com sandboxes ocidentais, mas sim adaptar essa filosofia ao estilo japonês, mantendo ritmo e foco narrativo. Além disso, a integração entre combate em tempo real e comandos estratégicos continua sendo um dos sistemas mais refinados da atualidade, servindo de referência para outros títulos que buscam modernizar o combate por turnos sem abandonar sua essência tática.

O conteúdo extra também merece destaque. Minigames clássicos retornam completamente reformulados, incluindo versões mais robustas e complexas que vão além da simples homenagem. Há também desafios de combate, arenas e atividades paralelas que ampliam significativamente o tempo de jogo. Para veteranos, que jogaram INTERGRADE e INTERmission, os dados salvos serão convertidos em bônus, com as matérias de invocação Leviatã e Ramuh, que funcionam como um incentivo adicional, embora não sejam determinantes para a progressão.

Em termos de mecânicas e jogabilidade, Rebirth aprimora praticamente tudo o que foi estabelecido no primeiro título. O combate está mais fluido, com maior integração entre os membros do grupo e novas habilidades cooperativas que incentivam a troca constante de personagens. A inteligência artificial dos aliados evoluiu, tornando-os mais úteis em batalha, e o sistema de matérias continua sendo um dos pilares estratégicos mais interessantes do jogo. Fora do combate, a exploração ganhou mais profundidade, com coleta de recursos, interação com o ambiente e sistemas de progressão mais orgânicos.

A direção de arte é, sem exagero, um espetáculo. Cada região possui identidade visual própria, com atenção minuciosa aos detalhes e uma paleta de cores que varia entre o vibrante e o melancólico, refletindo o estado do mundo e dos personagens. A transição de ambientes fechados para áreas abertas é feita de forma natural, sem comprometer o nível de detalhamento. Já a trilha sonora, mais uma vez, é um dos pontos altos. Reorquestrando temas clássicos e introduzindo novas composições, o jogo consegue equilibrar nostalgia e inovação, criando momentos memoráveis que amplificam o impacto emocional da narrativa.

Final Fantasy VII Rebirth não é apenas uma continuação competente, mas um passo ousado que redefine expectativas para remakes e RPGs contemporâneos. Ao expandir seu mundo, aprofundar sua história e arriscar em novas direções, o jogo prova que revisitar um clássico pode ser tão emocionante quanto descobri-lo pela primeira vez.

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Nota final: 5/5


























Avaliação: 5 de 5.

Acesse o site oficial do jogo.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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