O famoso emoji de cocô é mais fiel à realidade do que parece. Um estudo publicado na revista Nature Communications mostrou que o formato em espiral do símbolo corresponde exatamente à forma como fezes se acumulam sob a ação da gravidade.
A pesquisa revelou que o desenho segue leis físicas conhecidas como teoria do enrolamento elástico de cordas.
Pesquisadores da Universidade de Amsterdã, da Wageningen University & Research e do CNRS analisaram como diferentes materiais se comportam ao serem expelidos.
Eles observaram que, ao cair para baixo, cada nova camada se deposita de uma altura menor que a anterior, formando o monte afunilado que lembra sorvete de casquinha. Esse é o mesmo formato representado pelo emoji.

O estudo também comparou espécies que eliminam resíduos de forma diferente. Lugworms, por exemplo, expelem seus dejetos para cima, criando colunas cilíndricas em vez de montes espiralados.
Essa diferença não depende de evolução biológica, mas sim da direção da gravidade em relação ao movimento do material.
Os cientistas testaram o fenômeno em laboratório usando massa de grão-de-bico e até macarrão, confirmando que o padrão se repete em diversos contextos.
A descoberta também ajuda a explicar observações feitas por Charles Darwin em 1881, quando ele registrou os formatos curiosos deixados por minhocas, mas não conseguiu entender o mecanismo por trás deles.
Além da curiosidade científica, os pesquisadores sugeriram que o Unicode Consortium poderia considerar a criação de um novo emoji inspirado nos formatos cilíndricos dos lugworms. Isso mostraria que até símbolos usados em mensagens digitais podem refletir leis universais da física.
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