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A aventura solo que reinventa a franquia da Nintendo

Splatoon Raiders chega como uma das movimentações mais curiosas da Nintendo nos últimos anos, pegando uma franquia conhecida pelo caos competitivo online e virando completamente a chave para uma experiência centrada no single-player.

Depois de consolidar sua identidade com batalhas de tinta frenéticas desde o Wii U, a série agora aposta em algo que os fãs sempre pediram com mais força: uma aventura mais robusta, com narrativa, exploração e progressão mais evidentes. O resultado é um jogo que preserva o DNA colorido e caótico de Splatoon, mas o reorganiza em uma estrutura surpreendentemente viciante.

Um novo rumo para Splatoon

A história começa com um acidente digno de desenho animado. Durante uma viagem de helicóptero, Big Man, Frye, Shiver e o Capitão acabam sendo engolidos por um gigantesco tornado e caem nas misteriosas Spirhalite Islands. Isolados e cercados por fenômenos estranhos, criaturas hostis e tecnologia desconhecida, o grupo decide transformar o desastre em uma grande expedição.

Splatoon Raiders

O protagonista, aqui apresentado como um mecânico habilidoso ligado ao trio Deep Cut, assume o papel central nessa jornada que mistura sobrevivência, curiosidade e, claro, a busca incessante por tesouros. A narrativa ganha mais espaço do que nunca na franquia, com cenas que ajudam a desenvolver personagens e dar contexto ao mundo, ainda que a ausência de localização em português pese negativamente.

O grande diferencial de Splatoon Raiders está justamente na sua proposta. Em vez de arenas competitivas e partidas rápidas, o jogo aposta em uma campanha estruturada em fases amplas, quase como pequenos playgrounds de exploração. Há um foco muito maior em descobrir caminhos alternativos, coletar recursos e revisitar áreas, algo que aproxima a experiência de jogos como Super Mario Odyssey, mas com a identidade única da franquia. Outro destaque é a presença de raids cooperativas, que podem ser enfrentadas sozinho ou com ajuda online. Essa mistura entre campanha solo e momentos cooperativos pontuais cria um ritmo interessante e quebra a possível repetição das missões.

Splatoon Raiders

Essa mudança de direção não abandona o legado da série, pelo contrário, expande suas possibilidades. Splatoon Raiders mostra que o universo da franquia vai muito além das disputas multiplayer. A Nintendo demonstra confiança ao investir em uma experiência mais narrativa e, ao mesmo tempo, consegue manter intacta a essência do gameplay. Pintar o cenário continua sendo fundamental, seja para locomoção, estratégia ou combate, mas agora isso também serve à exploração e à resolução de desafios ambientais. É uma evolução natural, mas ousada o suficiente para renovar o interesse até de quem já estava saturado do formato competitivo.

Gameplay viciante e combates caóticos

No que diz respeito às mecânicas, o jogo entrega um ciclo de gameplay extremamente envolvente. Você explora, coleta recursos, enfrenta hordas de Salmonids e retorna para evoluir seu equipamento. Os combates são intensos, com uma variedade impressionante de inimigos que vão muito além do que os trailers sugeriam.

Splatoon Raiders

A sensação de caos é constante, especialmente quando dezenas de criaturas invadem a tela ao mesmo tempo, mas tudo funciona de forma organizada dentro da proposta. As habilidades especiais e os companheiros controlados pela IA adicionam ainda mais dinamismo às batalhas, criando momentos imprevisíveis e muitas vezes hilários.

Os controles seguem o padrão já consagrado da franquia, o que facilita muito a adaptação. A movimentação é fluida, a transição entre forma humanoide e tinta continua intuitiva, e o uso das armas mantém aquela resposta rápida que sempre foi marca registrada da série.

Splatoon Raiders

Mesmo em momentos de maior confusão visual, o jogo se mantém preciso, o que é essencial para um gameplay que exige reflexos rápidos e controle constante do espaço. A performance também merece destaque, já que o jogo roda de forma extremamente estável tanto no modo portátil quanto na TV, mesmo com a tela cheia de efeitos, inimigos e explosões de tinta.

Visualmente, Splatoon Raiders é um espetáculo. A direção de arte já era um dos pontos altos da franquia, mas aqui parece ainda mais refinada. Os cenários das ilhas Spirhalite são ricos em detalhes e cheios de pequenas referências que reforçam o charme do universo. Tudo tem um ar quase de animação interativa, com cores vibrantes e um design que mistura o absurdo com o criativo de forma muito natural. É aquele tipo de jogo que constantemente chama atenção não só pelo que acontece, mas por como tudo é apresentado.

Splatoon Raiders

A trilha sonora continua sendo um dos pilares da identidade de Splatoon e não decepciona. Mesmo sem o foco nos grandes eventos musicais como os Splatfests, as músicas seguem marcantes e bem integradas à experiência. Desta vez, elas assumem um papel mais narrativo, ajudando a construir o clima e aprofundar o universo. O resultado é uma ambientação sonora que acompanha bem o ritmo da aventura, alternando entre momentos mais tranquilos de exploração e picos de pura adrenalina durante as batalhas.

No fim das contas, Splatoon Raiders não é apenas um spin-off curioso, mas um passo significativo para a franquia. Ele mostra que a Nintendo entende o potencial desse universo e está disposta a explorá-lo além do óbvio. Com uma campanha envolvente, mecânicas sólidas e um loop de progressão altamente viciante, o jogo consegue se sustentar por muitas horas sem perder o fôlego. É uma experiência que respeita o passado da série, mas aponta claramente para o futuro.

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Nota final: 5/5


























Avaliação: 5 de 5.

Acesse o site oficial do jogo.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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