A era dos jogos de oito bits deixou muitas saudades e algumas frustrações na mesma proporção. O Nintendinho ficou mundialmente famoso por criar um padrão de dificuldade implacável. Os jogadores precisavam de reflexos perfeitos para avançar em aventuras que não perdoavam nenhum erro.
O termo dificuldade Nintendo nasceu justamente nessa época de ouro dos primeiros consoles de mesa. As empresas desenvolviam jogos propositalmente difíceis para prolongar o tempo de diversão e incentivar o aluguel nas antigas locadoras de vídeo. Terminar um título em um fim de semana era uma missão praticamente impossível para a grande maioria das crianças.

Quando se fala no nível mais difícil de toda a história dessa geração um nome sempre surge no topo da lista. O jogo Battletoads (1991) possui uma fase que até hoje assombra os sonhos dos jogadores veteranos. O infame túnel dos veículos flutuantes exigia uma memorização extrema dos obstáculos que surgiam na tela em alta velocidade.
A rapidez absurda da fase deixava os jogadores sem qualquer tempo de reação consciente. Bater nas barreiras de pedra significava perder vidas preciosas em questão de poucos segundos. Muitas pessoas simplesmente abandonavam o jogo ali e nunca conheciam os níveis seguintes da aventura dos sapos espaciais.
Outro pesadelo coletivo mora na fase aquática do jogo das Tartarugas Ninja. O jogador precisava desarmar bombas submersas dentro de uma represa com um limite de tempo muito cruel. Encostar nas algas elétricas espalhadas pelo cenário causava danos enormes aos personagens e gerava pânico total diante da tela.
Esses níveis representam um marco histórico na evolução da criação de jogos eletrônicos e do entretenimento digital. A dificuldade constante criava um senso de comunidade entre os jovens que trocavam dicas valiosas nos pátios das escolas.
Bons tempos!
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