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FBI muda regras de contratação e passa a aceitar candidatos com histórico de ‘bestialidade’

O FBI mudou algumas de suas regras para contratação e passou a permitir que determinados candidatos com comportamentos considerados graves no passado possam ser avaliados para trabalhar na agência. A alteração mais surpreendente envolve casos de bestialidade ou crueldade contra animais.

Pelas novas regras, esse tipo de comportamento não é mais necessariamente uma eliminação automática do processo seletivo quando ocorreu antes de o candidato completar 18 anos. A decisão agora considera o contexto e o momento em que o episódio aconteceu.

A mudança faz parte de uma revisão mais ampla dos critérios usados pelo FBI para selecionar novos funcionários. Outros comportamentos que antes poderiam eliminar automaticamente um candidato também passaram a ser analisados de maneira individual.

Entre eles está o envolvimento com prostituição. Um candidato pode ser considerado caso tenha solicitado serviços sexuais há mais de dez anos e em menos de três ocasiões, desde que não estivesse ocupando uma posição de confiança na época. Casos mais recentes continuam sendo motivo de desqualificação.

Também houve alteração para casos de furto contra empregadores. Dependendo das circunstâncias, um episódio ocorrido há mais de três anos não necessariamente impede a contratação.

Apesar da flexibilização, isso não significa que o FBI tenha abandonado suas verificações de antecedentes. Os candidatos continuam sujeitos a uma investigação de segurança, teste de polígrafo e outras etapas antes de receber uma oferta definitiva de emprego.

A agência afirma que continua mantendo padrões elevados e que as mudanças procuram avaliar melhor as circunstâncias individuais de cada candidato. A justificativa também está relacionada à necessidade de ampliar o número de pessoas aptas a ingressar no FBI após uma redução significativa no quadro de funcionários.

A decisão, porém, provocou críticas entre antigos integrantes da agência. Para alguns ex agentes, flexibilizar critérios relacionados a comportamentos considerados graves pode afetar a imagem e os padrões éticos esperados de uma das principais instituições de segurança dos Estados Unidos.

O caso chama atenção principalmente pela natureza incomum da mudança. Embora a nova regra não signifique que qualquer pessoa com esse histórico será contratada, ela representa uma alteração importante na forma como o FBI avalia o passado de seus candidatos.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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