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Star Wars: Zero Company traz excelente RPG tático inspirado em uma das maiores franquias da ficção científica

Star Wars: Zero Company mostra que a galáxia muito distante também combina perfeitamente com estratégia por turnos. Desenvolvido pela Bit Reactor e publicado pela Electronic Arts, o jogo coloca o jogador no comando de um grupo de personagens durante os últimos momentos das Guerras Clônicas.

O resultado é uma experiência que mistura combate tático, personalização e uma história com bastante identidade.

Não dá para evitar a comparação com XCOM. E não é apenas pela estrutura das batalhas. Zero Company trabalha com cobertura, posicionamento, habilidades especiais, pontos de ação e diferentes funções para cada integrante da equipe.

A diferença está na maneira como o jogo tenta deixar tudo mais cinematográfico e acessível.

E eu, como um admirador da série X-COM desde os anos 90, quando o primeiro game da série foi lançado, certamente curti demais essa junção.

O combate é o grande destaque. Cada movimento precisa ser pensado com cuidado, principalmente nas dificuldades maiores.

Avançar sem planejamento pode colocar toda a equipe em risco. Ao mesmo tempo, o sistema recompensa quem combina habilidades e utiliza o cenário a seu favor. Você logo se verá envolto nas estratégias e no estilo de combate de cada personagem. E vai moldar sua equipe para atender o seu estilo preferido de jogo.

Prefere porrada de perto? Basta escalar brutamontes com golpes especiais corpo-a-corpo. Ou quem sabe um Jedi para ajudar no combate. Se curte à distância, dá para escolher franco-atiradores ou assalto, médio ou longa distância. E assim por diante.

Outro ponto positivo é a própria equipe. Os personagens têm personalidades diferentes, participam de diálogos e criam relações ao longo da campanha. Isso ajuda a transformar cada integrante em alguém mais importante do que apenas uma unidade dentro do campo de batalha.

A sensação lembra bastante a dinâmica de um grupo de desajustados que precisa aprender a trabalhar junto.

A ambientação também acerta em cheio. Zero Company está inserido no período das Guerras Clônicas e consegue capturar elementos visuais e narrativos que remetem diretamente à identidade de Star Wars.

Há planetas, personagens, equipamentos e situações que fazem o universo parecer familiar sem depender apenas de referências conhecidas.

Fora das batalhas, existe espaço para melhorar a equipe, personalizar personagens e administrar aspectos da base.

Há um intervalo entre as missões que ajuda a criar uma sensação de progressão e também dá mais espaço para conhecer os integrantes do grupo.

Nem tudo funciona perfeitamente. O maior problema está no polimento técnico. Há relatos de problemas de desempenho, quedas de taxa de quadros e algumas limitações na câmera, especialmente dependendo da configuração utilizada.

No PC, ajustes gráficos podem fazer diferença significativa na experiência. Como testamos no PlayStation 5, graficamente funcionou tudo certo e o jogo é muito bonito visualmente. Bem como os efeitos são bem realizados, como explosões, tiros, surtos elétricos e efeitos gerais.

O maior problema mesmo foram determinados ângulos de câmera, que escondem completamente a ação, ou lentidões consideráveis para realizar determinadas ações em combate.

A campanha também poderia ser mais consistente em alguns momentos. O universo é interessante e os personagens funcionam bem, mas determinadas partes da história não alcançam o mesmo nível apresentado pela jogabilidade.  Em certos trechos, os combates começam a passar uma sensação de repetição. Apesar da dinâmica de estilos de combate permitir variar um pouco isso durante o gameplay.

Em questão de trilha sonora, o jogo também faz seu papel muito bem. Traz músicas que fazem jus a série, orquestradas e que dão todo um som cinematográfico.

Star Wars: Zero Company é uma estreia muito competente da Bit Reactor. O jogo entende que estratégia por turnos precisa oferecer mais do que apenas batalhas e consegue unir planejamento, evolução dos personagens e a atmosfera de Star Wars de maneira bastante natural.

Para quem gosta de jogos estratégicos, é uma recomendação fácil. Para fãs de Star Wars, principalmente aqueles que gostam da era das Guerras Clônicas, a experiência se torna ainda mais interessante.

Zero Company não reinventa o gênero, mas mostra que ele encontrou um ótimo lugar dentro da franquia. Para quem curte RPG tático e Star Wars como eu, foi uma combinação muito satisfatória e divertida. Gostei muito.

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Nota final: 4/5


























Avaliação: 4 de 5.

Acesse o site oficial do jogo.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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