Um dos clássicos mais amados do RPG ganhou uma releitura que parece saída de um “e se?” muito bem executado. O desenvolvedor solo Mark, do canal I Make Games, está reconstruindo Diablo 2 em primeira pessoa na Unreal Engine 5. A ideia caiu no gosto da comunidade e começou a se espalhar rápido nas redes.
Nos vídeos que ele vem publicando, dá para ver que não é só uma prova de conceito bonita. Mark já implementou um HUD simples e funcional com barra de experiência, slots de habilidades, poções e medidor de stamina, além de informações básicas na tela para manter o ritmo de combate e progressão que fez Diablo ficar famoso.
A parte mais divertida, claro, são as habilidades clássicas funcionando de um jeito totalmente novo por causa da perspectiva. Em um dos testes, ele mostra Fireball em ação, com o projétil atravessando o ar e explodindo no impacto, e também Teleport, que faz o personagem desaparecer e reaparecer em um piscar de olhos. No mesmo pacote, ele testou duas mecânicas de movimentação que não existiam no Diablo 2 original: deslizar e escalar, pensando em exploração e fugas rápidas.
Outras ideias mais “caóticas” também já apareceram nos devlogs. Há menções e testes envolvendo desmembramento de inimigos, ajustes em habilidades como Whirlwind e Lightning, além da possibilidade de alternar rapidamente para uma câmera em terceira pessoa durante o desenvolvimento.
Para acelerar o trabalho, Mark tem recorrido bastante ao Unreal Marketplace para ativos e recursos prontos. E, segundo o 80 Level, alguns modelos de personagens usados no estágio atual foram gerados com ajuda de IA, enquanto o foco principal segue sendo construir sistemas e mecânicas antes de polir efeitos visuais.
O projeto ainda está em evolução e, como acontece com muitos “remakes” de fã, existe uma barreira óbvia de direitos autorais se a ideia algum dia virar algo distribuível. Mesmo assim, o protótipo já serve como vitrine do potencial de reimaginar um ARPG clássico com outra perspectiva, misturando a fantasia sombria de Diablo com a sensação imediata de um jogo de ação em primeira pessoa.
Se vai virar jogo completo, ninguém sabe. Mas uma coisa é certa: ver Fireball e Teleport funcionando de perto, com HUD, stamina e movimentação moderna, é o tipo de experimento que faz qualquer fã pensar como seria revisitar Santuário por um ângulo totalmente novo.
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