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Nova munição contra drones permite derrubar UAVs usando fuzis comuns

O aumento do uso de drones em conflitos modernos está forçando novas soluções no campo de batalha. Uma delas vem na forma de uma nova munição contra drones, que transforma fuzis militares padrão em armas eficazes contra pequenos robôs voadores, sem exigir modificações no equipamento já usado pelos soldados.

Desenvolvida pela empresa Drone Round Defense, a munição foi criada para calibres amplamente adotados pela OTAN, como 5,56×45 mm e 7,62×51 mm. Externamente, o cartucho se parece com uma bala comum, mas por dentro ele abriga vários subprojéteis. Após deixar o cano, o projétil se abre no ar e libera essas partes em um padrão controlado, aumentando bastante a chance de atingir alvos pequenos e rápidos como drones de ataque ou reconhecimento.

A proposta é resolver um problema frequente no combate moderno. Drones voam baixo, mudam de direção rapidamente e têm um perfil difícil de acertar com munição convencional. A nova abordagem cria um efeito parecido com o de um disparo múltiplo, mas com a velocidade, alcance e cadência de tiro de um fuzil de assalto. Segundo dados divulgados pelo fabricante, a munição atinge velocidades de até 2.200 pés por segundo, bem acima das de cartuchos de espingarda, mantendo precisão compatível com rifles militares.

Existem versões diferentes da munição, cada uma pensada para distâncias específicas. Um modelo libera mais fragmentos e é indicado para alvos mais próximos, enquanto outro utiliza menos subprojéteis para alcançar drones a distâncias maiores. Em ambos os casos, o cartucho funciona normalmente em armas automáticas e pode ser usado junto com silenciadores, algo incomum em soluções improvisadas de defesa aérea.

Testes e treinamentos já começaram a aparecer. Unidades do Exército dos Estados Unidos foram fotografadas usando versões dessas munições em exercícios contra drones, reforçando o interesse militar na tecnologia. A ideia é que soldados possam alternar rapidamente entre munição comum e anti‑drone apenas trocando o carregador, criando uma resposta imediata a ameaças aéreas de curto alcance.

O conceito não surgiu do nada. Ele se inspira em munições usadas há décadas para alvos pequenos e velozes, adaptadas agora para um cenário dominado por drones comerciais armados e UAVs improvisados. Com custos relativamente baixos e uso de armas já existentes, esse tipo de cartucho pode se tornar uma solução prática em um ambiente em que a guerra eletrônica nem sempre funciona e o tempo de reação é mínimo.

Embora ainda restrita a vendas militares e forças de segurança, a munição anti‑drone reforça uma tendência clara. O combate moderno está se adaptando rapidamente à presença constante de drones, e nem sempre a resposta vem de sistemas complexos ou caros, mas de pequenas mudanças que aumentam a eficácia do que o soldado já carrega consigo no campo de batalha.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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