Um dos protótipos mais estranhos e icônicos da história dos videogames voltou a chamar atenção. Um criador independente mostrou como é possível recriar em casa o famoso Xbox em formato de X, aquele modelo conceitual apresentado pela Microsoft no início dos anos 2000 e que nunca chegou às lojas.
A ideia original da Microsoft envolvia um console enorme, pesado e pouco prático, feito para impressionar em eventos. Anos depois, o projeto ganhou nova vida pelas mãos de Tito Perez, do canal Macho Nacho Productions. Ele desenvolveu versões modernas do design clássico, usando impressão 3D e materiais transparentes para criar uma releitura funcional e visualmente fiel ao conceito original.
O projeto utiliza um Xbox original como base. Tito criou dois modelos de gabinete em formato de X disponíveis para download. Um deles elimina o leitor de discos e mantém o visual mais limpo, enquanto o outro é ligeiramente maior e acomoda o drive óptico completo. Ambos são feitos em plástico transparente, o que dá ao console um efeito que lembra vidro e deixa todos os componentes expostos.
Além do visual, o projeto atualiza partes internas do console. A tradicional joia verde do Xbox ganhou animação própria com a ajuda de um pequeno microcontrolador, enquanto a fonte de energia pode ser substituída por uma solução moderna via USB‑C. Tudo foi pensado para manter o console funcional e, ao mesmo tempo, transformar o design em uma peça de exposição.

O resultado é uma mistura de nostalgia, engenharia e design experimental. O console não tenta ser prático ou compacto como os modelos modernos, mas sim um tributo a uma fase ousada da indústria, quando ideias exageradas ainda tinham espaço para existir. Para muitos fãs, ver aquele X imponente finalmente ganhar forma jogável é como fechar um ciclo histórico dos videogames.
Mais do que um simples mod, o projeto mostra como a comunidade consegue resgatar conceitos esquecidos e transformá‑los em algo real. Em uma era de consoles cada vez mais parecidos entre si, essa releitura do Xbox original reforça que criatividade e experimentação sempre foram parte essencial da cultura gamer.
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