O robô Curiosity, da NASA, voltou a chamar atenção ao registrar formações rochosas incomuns na superfície de Marte. As imagens mostram pedras cobertas por padrões geométricos que lembram escamas de dragão ou de grandes répteis, espalhadas por uma área extensa do planeta.
As rochas foram fotografadas enquanto o veículo explorava a região próxima à cratera Antofagasta, localizada na cratera Gale, aos pés do Monte Sharp. A área é considerada geologicamente jovem para os padrões marcianos, o que aumenta o interesse dos pesquisadores.

Segundo a NASA, os padrões são formados por milhares de polígonos em formato de colmeia, que se repetem por metros e metros no solo. Esse nível de concentração surpreendeu a equipe, já que estruturas semelhantes já haviam sido vistas antes em Marte, mas nunca de forma tão abundante.
As imagens mais recentes foram capturadas pelas câmeras Mastcam do Curiosity e divulgadas em abril. Algumas fotos em alta resolução também foram tratadas e compartilhadas por engenheiros do Jet Propulsion Laboratory, responsável pela missão.
A aparência curiosa das rochas gerou comparações bem-humoradas com escamas de dragão nas redes sociais, mas a explicação é totalmente geológica. Cientistas acreditam que essas formações podem ter relação com a presença de água no passado do planeta vermelho.
Na Terra, padrões parecidos costumam surgir quando o solo úmido passa por ciclos repetidos de secagem ou congelamento. Em Marte, esse tipo de processo é raro hoje, já que o planeta perdeu grande parte de sua água líquida há bilhões de anos.
Ainda assim, descobertas anteriores em outras regiões marcianas indicam que estruturas semelhantes podem se formar após múltiplos ciclos de umidade e ressecamento. Isso reforça a hipótese de que a área tenha passado por períodos com água ativa em seu passado distante.

Os cientistas agora analisam imagens adicionais e dados químicos coletados pelo Curiosity para entender melhor como essas rochas se formaram. Cada detalhe ajuda a reconstruir a história geológica de Marte e a responder uma das grandes questões da exploração espacial: se o planeta já teve condições favoráveis à vida microbiana.
Em atividade desde 2012, o Curiosity continua revelando paisagens surpreendentes e mostrando que Marte ainda guarda muitos segredos sob sua superfície avermelhada.
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