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O que é Bohrdom, jogo de química criado pelo suspeito de tentar assassinar Donald Trump

Um jogo indie de nicho, com mecânicas inspiradas em química e física, voltou a circular nas redes por um motivo inesperado. Bohrdom, descrito pelo próprio autor como um jogo de luta assimétrica “não violento” baseado em um modelo de química, foi criado por Cole Allen e está disponível na Steam há anos.

Nos últimos dias, o nome do desenvolvedor passou a aparecer em reportagens internacionais após ele ser identificado como suspeito de um ataque a tiros ocorrido durante o White House Correspondents’ Dinner, evento em Washington com presença do então presidente Donald Trump. As publicações citam que Allen também atuava como professor e se descrevia como desenvolvedor de jogos.

Um “jogo de luta” que parece bullet hell com corrida

Apesar do barulho em torno do nome do criador, o jogo em si tem uma proposta bem diferente do que muitos imaginam ao ler “fighting game”. Na página oficial, Bohrdom se define como um game de habilidade, assimétrico e não violento, que mistura bullet hell e corrida, com a inclusão de “pinballs autopropelidos”.

A ideia central é transformar um átomo em arena. Um lado joga como elétron, o outro como núcleo, e cada um tem objetivos quase opostos.

Modo Elétron: rápido, caótico e cheio de ricochetes

No papel de elétron, o foco é pontuar alto e ou escapar do átomo atual. A movimentação depende de física: o jogador “acelera” o elétron ao disparar fótons na direção oposta, como se empurrasse o personagem por reação. No meio disso, há colisões com outros elétrons, com os anéis do átomo e até com o núcleo, o que exige ajustes rápidos de trajetória.

Modo Núcleo: controle total, multitarefa e pressão

Já o Núcleo é o oposto. Ele não se move, fica travado no centro. Seu trabalho é impedir que elétrons escapem, controlando o próprio átomo com habilidades que travam anéis, alteram trajetórias e mantêm a energia dos elétrons abaixo de níveis críticos. Como dá para ter até 12 elétrons em jogo, a experiência vira um exercício de multitarefa e previsão de movimentos.

Campanha, desafios e um multiplayer “estranho de propósito”

Bohrdom também lista modos variados. A campanha serve para desbloquear novos “campos atômicos” e conta uma história via cenários. Há desafios solo com tempo e modos de controle infinito para quem joga de núcleo. No multiplayer local, o jogo suporta até quatro pessoas em tela dividida.

O mais curioso é o online, chamado Quantum Nightmares, com até 13 pessoas. A descrição brinca com a ideia de um multiplayer “ao mesmo tempo mais responsivo e menos responsivo”, porque nem tudo é sincronizado do jeito tradicional.

Por que o jogo virou notícia agora

O interesse recente não veio por uma atualização do game, mas pela repercussão do caso envolvendo seu criador. Veículos como Polygon e The Independent destacaram que Allen tinha um jogo publicado na Steam e que Bohrdom se encaixa nesse perfil de produção indie científica.

Seja como curiosidade de internet ou como exemplo de “jogo de física diferente do comum”, Bohrdom acabou saindo do anonimato. Mas, por enquanto, o que existe de concreto é a descrição do jogo na Steam e o fato de ele estar associado, por autoria, ao nome que aparece nas reportagens sobre o caso nos EUA.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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