Town to City é daqueles jogos que você joga para descansar e curtir. Um cozy game relaxante de construção de cidades, sem exigir muito do jogador.
Elesurge como uma resposta direta ao cansaço de jogos de simulação complexos. O título aposta em calma e em estética.
Desenvolvido pelo estúdio holandês Galaxy Grove e publicado pela britânica Kwalee, o game traz um ambiente que é uma versão estilizada do Mediterrâneo do século XIX. E a missão é simples: transformar um vilarejo em uma cidade próspera.

City builder sem pressão
A principal proposta de Town to City é eliminar o estresse comum do gênero.
Nada de catástrofes. Nada de colapso financeiro imediato.
As decisões não são punitivas e o crescimento é gradual. E o jogador pode errar sem sofrer grandes consequências.
A lógica é clara: menos planilhas, menos microgerenciamentos, e mais contemplação. E isso é ótimo.
Liberdade criativa
O sistema de construção sem grid é o coração do jogo.
Ao contrário de títulos como SimCity ou Cities: Skylines, Town to City permite colocar ruas e prédios livremente. Isso cria cidades orgânicas, irregulares e mais próximas da vida real.
É possível “desenhar” a cidade. Curvas substituem linhas retas. E cada mapa vira uma identidade única.
Além disso, a personalização é profunda. Itens decorativos podem mudar de forma dependendo da posição. Um detalhe, mas que amplia muito as possibilidades.

Visual charmoso e atmosfera envolvente
O visual também é algo a se destacar. Town to City aposta em gráficos voxel coloridos. O estilo lembra blocos, mas com acabamento mais sofisticado.
As cidades são cheias de detalhes, com casas mediterrâneas, praças, mercados. Tudo é muito bem construído, como a iluminação e os detalhes artísticos.
A trilha sonora também embala com o gênero do jogo. É calma, tranquila. O que dá uma sensação boa ao jogar.

Jogabilidade acessível
A acessibilidade neste game é alta. Não exige experiência prévia. O jogo introduz sistemas de forma gradual.
Primeiro casas. Depois comércio. Depois serviços.
O progresso vem com o crescimento da população e com a felicidade dos moradores. Isso facilita para novos jogadores e reduz a complexidade.
Onde o jogo perde força
Para alguns, no entanto, Town to City pode trazer alguns pontos negativos. O primeiro deles está na profundidade. O sistema econômico é simples. Falta desafio, pressão e complexidade.
Outra coisa a se pontuar são o tamanho dos mapas, que poderiam ser maiores e explorar mais o potencial das vilas e cidades.
A repetição também aparece. O gameplay pode ficar monótono após algumas horas. Fora isso, há alguns pequenos bugs, mas que não atrapalham o gameplay em geral.
Outro ponto relevante: a rejogabilidade. Os mapas não são gerados proceduralmente. Isso significa experiências parecidas em novas partidas.

Uma proposta clara — e nichada
Apesar das críticas, Town to City sabe o que quer ser. Ele não tenta competir com simuladores hardcore. Prefere ser um “sandbox criativo”.
A progressão é leve. A economia é simplificada. E a estética é prioridade.
Vale a pena jogar?
Para quem busca um construtor de cidades relaxante, calmo e sem muito desafio, é uma excelente opção.
Já se o jogador busca desafio e um game mais complexo, pode deixar a desejar.
O jogo funciona melhor como experiência criativa. Quase terapêutica. Não é um jogo revolucionário, mas é diferente. Bem feito e bonito.
Ele troca complexidade por liberdade. Pressão por estética. Eficiência por contemplação.
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Nota final: 4/5
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