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Tetris se distancia de jogo da Casa Branca e reforça que não autorizou cópia

A Casa Branca entrou em uma nova polêmica ao lançar um jogo chamado Build the Wall, claramente inspirado em Tetris. A produção fazia parte de uma página de jogos retrô criada pelo governo dos Estados Unidos para divulgar temas ligados à agenda do presidente Donald Trump. O problema é que a iniciativa não tinha autorização da empresa responsável pela marca Tetris.

No jogo, o participante precisa encaixar blocos para construir um muro na fronteira sul dos Estados Unidos e impedir a chegada de uma espécie de horda. A mecânica lembra diretamente o clássico criado por Alexey Pajitnov, mas com uma mensagem política relacionada à imigração. Diferentemente do Tetris tradicional, completar linhas não faz os blocos desaparecerem.

A The Tetris Company deixou claro que não participou do desenvolvimento e que não autorizou nem licenciou sua marca ou propriedade intelectual para o projeto. A empresa também afirmou que leva questões de violação de direitos autorais muito a sério e destacou que acredita no poder dos jogos para aproximar pessoas, e não para criar divisões.

A reação ganhou ainda mais força porque o Tetris original tem uma proposta praticamente oposta à ideia usada no game da Casa Branca. O objetivo do clássico é organizar as peças e evitar a formação de uma barreira cada vez maior. Já em Build the Wall, o muro é justamente o objetivo central.

O jogo fazia parte de uma coleção de experiências digitais com visual inspirado nos arcades dos anos 1980 e 1990. Outros títulos também utilizavam mecânicas semelhantes às de jogos conhecidos. Entre eles estava Rio Run, baseado em Snake, além de produções com referências a Flappy Bird e outros clássicos.

A controvérsia ganhou um novo capítulo nesta terça feira, 8 de setembro de 2026, quando Build the Wall deixou de aparecer na página oficial da Arcade da Casa Branca. A remoção aconteceu poucos dias depois da manifestação pública da Tetris Company. Até o momento, não houve uma explicação oficial detalhada sobre a retirada.

O episódio chama atenção não apenas pela disputa envolvendo propriedade intelectual, mas também pela forma como videogames conhecidos estão sendo usados para transmitir mensagens políticas. Ao transformar franquias reconhecíveis em ferramentas de comunicação, a iniciativa conseguiu grande visibilidade, mas também provocou críticas e questionamentos jurídicos.

Para a Tetris Company, o caso é especialmente delicado. Tetris é uma das marcas mais reconhecidas da história dos videogames e continua sendo comercializada oficialmente em diversas plataformas. A empresa agora avalia quais medidas podem ser tomadas em relação ao uso não autorizado de elementos associados ao jogo.

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Fagner Lopes

CEO Presidente e fundador da Obewise Entertainment Network, escritor, biomédico e amante de jogos eletronicos, mais precisamente DOTA 2. Redator do site e artista na Obewise Radio Network.

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